Folha do Norte MS
Rio Verde MS - Quarta-Feira, 20 de Setembro de 2017
Folha do Norte MS no Whatsapp
NOTICIAS » EDUCAcAO

16/02/2017 «¢s 13h25min - Atualizada em 16/02/2017 «¢s 13h25min

Brasil, o país da repetência

O novo censo escolar mostra que um de cada quatro alunos chega ao fim do ensino fundamental com pelo menos uma reprovação no currículo

Brasil, o país da repetência

O censo escolar levanta ano a ano, escola a escola, dados que ajudam a dimensionar o quanto o Brasil avançou – ou não – na quantidade e na qualidade do ensino. Na edição que o Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), divulga nesta quinta-feira, há um dado que, mesmo tendo jeitão de reprise, deve vir aos holofotes como um aviso de que há algo de muito errado por aqui: a repetência no país continua entre as mais altas do mundo. Trata-se de um indicador inequívoco do baixo nível das escolas brasileiras.


Os números confirmam que o Brasil está ainda muito longe do que propõe o Plano Nacional de Educação: no papel, 95% dos alunos deveriam concluir o ensino fundamental na idade adequada até 2024; na realidade, 23% (quase um de cada quatro estudantes) que cursam o 9º ano em colégio público repetiram pelo menos uma vez ao longo de sua vida escolar. A diferença para as escolas particulares merece ser ressaltada pelo fosso que as separa: na rede privada, 7% tiveram a mesma trajetória.


“O alto índice de alunos repetentes sinaliza que o professor não está ensinando, o aluno não está aprendendo e o Brasil joga dinheiro fora num sistema inoperante”, resume a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães. Em 2015, a repetência dragou cerca de 30 bilhões de reais dos cofres públicos (está incluído aí o preço de pagar duas vezes pelo mesmo aluno). O economista americano Eric Hanusheck, especialista em derrubar os costumeiros mitos que pairam sobre a sala de aula, costuma dizer: repetir custa caro ao aluno e ao país. E pior ainda, é um ciclo vicioso. Repetência chama repetência. Mas que fique claro: a ideia não é passar todo mundo de ano baixando a régua. Escola boa é aquela que consegue evitar este desfecho sem abrir mão de metas elevadas.


 



Dentre os outros números do censo, vale destacar que a tão propalada universalização da pré-escola, que deveria ter acontecido até o ano passado, não se concretizou. Sim, era o que a lei exigia, mas os números mostram que ficou só no texto mesmo: 600 000 alunos de 4 e 5 anos ainda estão fora da sala de aula. Já está comprovado que quem entra na escola bem cedo, e recebe estímulos apropriados, se beneficiará disso por toda a vida escolar. Na outra ponta, 1,6 milhão de jovens entre 15 e 17 anos – a idade esperada para o ensino médio – não estão estudando. O censo não deixa dúvidas de que é chegada a hora de o Brasil começar a ter, com o perdão do trocadilho, senso (com “s”) de responsabilidade com o futuro.







CLIQUE NAS IMAGENS PARA AMPLIAR:

AUTOR/FONTE: Maria Clara Vieira

Luiz Carlos Atagiba

([email protected]­m.br)

Veja também »

17/04/2017

16/02/2017

Brasil, o país da repetência

Brasil, o país da repetência

06/01/2017

Prorrogadas até 13 de janeiro as pré-matrículas da rede estadual de ensino

Prorrogadas até 13 de janeiro as pré-matrículas da rede estadual de ensino

05/01/2017

Procon aponta variação de até 433% nos preços de material escolar na Capital

Procon aponta variação de até 433% nos preços de material escolar na Capital

06/12/2016

O Brasil está estagnado no – mau – ensino

O Brasil está estagnado no – mau – ensino

21/10/2016

Governo confirma reajuste definido em acordo com a FETEMS

Governo confirma reajuste definido em acordo com a FETEMS

© Copyright 2017 - Todos os direitos reservados

Site desenvolvido pela Lenium