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06/09/2017 «¢s 09h55min - Atualizada em 06/09/2017 «¢s 09h55min

Umidade do ar chegará ao estado de emergência no Pantanal

Tempo seco exige cuidados especiais com a saúde, em especial das crianças e idosos

Umidade do ar chegará ao estado de emergência no Pantanal

As condições climáticas se mantêm em estado crítico em Mato Grosso do Sul, durante esta semana, em razão da baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas ocasionadas pela longa estiagem e tempo seco na maioria das regiões.


Conforme relatório da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado, a região do Pantanal registrará o menor índice de umidade, nesta quinta-feira (7.9), chegando a 9%, considerado estado de emergência. Na segunda-feira (11.9) a região volta a uma situação menos intensa, com 50%.


A forte pressão, com névoa seca e nenhuma previsão de chuvas, aumenta os riscos de queimadas e problemas respiratórios. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registra mais de 1380 fotos de incêndios em Mato Grosso do Sul, a maioria na região pantaneira.


A baixa umidade do ar se mantém em todo o Estado até domingo (10.9), inferior a 25%, que é um índice considerado de atenção. Segundo recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana.


A região central, onde está localizada Campo Grande, registrou 16% de umidade nessa terça-feira (5.9), caindo para 14%, hoje, e apenas 12%, na quinta-feira. No sábado, chega a 20%, mas volta ao estado crítico no domingo, com 13%, e na segunda-feira, 14%.


A região Sul se apresenta com o melhor índice de umidade da semana – 25% na terça-feira -, mas cai para 13% na quinta e sexta-feiras. No sábado, 20%, e ameniza o clima na segunda, com 58%. O Leste chega aos críticos 12%, na quinta-feira, oscilando entre 13% e 16% até o fim de semana.


O que significa


Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Universidade de Campinas/SP (Unicamp), a umidade do ar significa, em termos simplificados, o quanto de água na forma de vapor existe na atmosfera no momento em relação ao total máximo que poderia existir, na temperatura observada.


A umidade do ar é mais baixa principalmente no final do inverno e início da primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas. A umidade fica mais alta sempre que chove devido à evaporação que ocorre posteriormente, e em áreas florestadas ou próximas aos rios ou represa, quando a temperatura diminui (orvalho).


Problemas de saúde


A baixa umidade do ar ocasiona complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas; sangramento pelo nariz; ressecamento da pele; irritação dos olhos; eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos; e aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas.


Cuidados


Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas; umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins, etc; sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas, etc.;


Consumir água à vontade.


Com a umidade entre 12% e 20% (estado de alerta), observar as recomendações do estado de atenção; suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas; evitar aglomerações em ambientes fechados; e usar soro fisiológico para olhos e narinas.


Abaixo de 12% (estado de emergência), observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta; determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência, etc.; determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas, etc., entre 10 e 16 horas; durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais, etc.


Foto Sílvio Andrade 




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AUTOR/FONTE: Sílvio Andrade

Luiz Carlos Atagiba

([email protected]­m.br)

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