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01/10/2017 «¢s 12h43min - Atualizada em 01/10/2017 «¢s 12h43min

Verstappen bate Hamilton

Verstappen bate Hamilton

Enfim, Max Verstappen foi recompensado. Depois de sofrer uma série de quebras, acidentes e abandonos, o holandês viveu uma corrida limpa na Malásia e pode tirar proveito de toda a sua agressividade em um carro que se mostrou mais competitivo. Determinado desde a largada, o piloto, que recentemente completou 20 anos, partiu para o ataque em cima de Lewis Hamilton, levou a melhor e liderou o restante das 55 voltas do GP em Sepang para cruzar a linha de chegada na frente pela segunda vez na jovem carreira que constrói na F1.


A verdade é que Verstappen não deu chance. Foi rápido e conduziu como um veterano, para dar à Red Bull a segunda vitória em 2017. Ao tricampeão da Mercedes coube o segundo lugar. Sem um carro capaz de fazer frente à esquadra austríaca, o inglês terminou no pódio, somando pontos importantes em um dia em que o rival Sebastian Vettel soube driblar os infortúnios e, usando toda a grande performance da Ferrari, escalou o pelotão para completar a etapa malaia na quarta posição. À frente dele, cruzou um bravo Daniel Ricciardo. O brasileiro Felipe Massa completou em nono.


Confira como foi o GP da Malásia de F1
Muito antes de as luzes se apagarem no grid de Sepang, a etapa malaia já vivia um drama: uma tempestade desabou sob a pista durante a manhã, e os céus só deram trégua poucas horas antes da largada. Ainda assim, quando os carros foram à pista, alguns pontos ainda permaneciam úmidos. Já nas garagens, depois de identificar uma nova falha no motor instalado no carro de Sebastian Vettel após o TL3 do sábado, a Ferrari decidiu trocar outras partes da unidade de potência, aproveitando a última colocação do alemão, já que as mudanças implicaram em uma punição no grid. 


Porém, como desgraça pouca é bobagem, o motor do carro de Kimi Räikkönen apresentou problemas, quando o finlandês se dirigia para o grid, se queixou de perda de potência. A Ferrari tentou de todas as formas entender a falha, mas acabou mesmo tendo de recolher a SF70-H do nórdico aos boxes, deixando o espaço do segundo lugar vazio no grid.


E com pista seca, a escolha de pneus era a seguinte: com exceção de Vettel e dos dois pilotos da Sauber, todo o resto optou por largar de pneus supermacios – importante destacar que os dez primeiros saem com os compostos que usaram na melhor volta da segunda fase da classificação. E assim foi dada a largada para o GP da Malásia. 


Sozinho na primeira fila, o pole Lewis Hamilton saltou sem preocupações, anulou qualquer ataque de Max Verstappen e contornou a curva 1 sem drama. Já o holandês se viu em uma dura batalha com Valtteri Bottas, que largou bem da quinta colocação, passando Daniel Ricciardo e colocando a Mercedes lado a lado na sequência de curvas após a reta principal. Só que Max se impôs e impediu a ultrapassagem do finlandês. Mas ainda não era o suficiente.Enquanto isso, Sebastian Vettel saiu com cuidado da última posição, mas não teve problema em superar os carros mais lentos. Assim, na terceira volta já estava em 11º, brigando com Fernando Alonso. Lá a frente, Verstappen fazia a melhor volta e já se encontrava em posição de atacar o líder.


A ultrapassagem aconteceu na abertura da volta 4. Mas o inglês da Mercedes seguia o jovem sem descanso. Atrás deles, Bottas mantinha a terceira posição, seguido por Ricciardo, Stoffel Vandoorne, Sergio Pérez, Lance Stroll, Felipe Massa, Kevin Magnussen, Alonso, Vettel, Nico Hülkenberg, Jolyon Palmer, Carlos Sainz, Pierre Gasly, Romain Grosjean, Pascal Wehrlein, Marcus Ericsson e Esteban Ocon. 


Mais um destaque da largada: Ocon e Massa se tocaram na segunda perna da curva 1, o que abriu caminho para Stroll. Já o francês teve uma asa danificada e precisou ir aos boxes logo na volta 3. O piloto da Force India aproveitou a parada para buscar os pneus macios.


Lá na ponta, Hamilton já não conseguia mais perseguir Verstappen, que abrira 2s3 para o tricampeão. Mais atrás, Bottas sofria pressão de Ricciardo. E no pelotão intermediário, Vettel acompanhava de perto a briga entre Alonso e Magnussen, que disputavam a décima posição. Só que o tetracampeão não esperou muito mais, e passou o espanhol e o dinamarquês na volta 9. 

Quase ao mesmo tempo, Ricciardo finalmente conseguiu tirar de Bottas a terceira posição. Não foi fácil. Valtteri endureceu a briga, mas o australiano se colocou forte e superou o rival, para assumir a terceira posição. E uma vez à frente, o piloto da Red Bull começou a tirar a desvantagem para Hamilton, que não conseguia mesmo acompanhar o ritmo do líder. Mais atrás, Vettel já surgia em sexto. 
Foi neste momento, já entre as voltas 12 e 16, que os boxes se agitaram: as duas Williams foram buscar os pneus macios - os dois pilotos chegaram a disputar posição no retorno aos boxes, e Massa acabou perdendo posição para Stroll (11º e 12º). Vandoorne também parou, assim como Magnussen. Já os ponteiros seguiam firmes.
Perto da 20ª passagem, Verstappen liderava com 9s de vantagem para Hamilton, que tinha 4s para Ricciardo, que já vinha mais de dez à frente de Bottas. Enquanto isso, Pérez já era pressionado por Vettel - a ultrapassagem aconteceria no 22º giro. Alonso, Sainz, Ocon e Vandoorne completavam os dez primeiros. Stroll, Massa, Magnussen, Hülkenberg, Palmer, Wehrlein Gasly, Grosjean e Ericsson fechavam o pelotão.
Aí Vettel tornou Bottas seu próximo alvo. E não demorou a descontar os 3s que os separavam logo depois da ultrapassagem em Pérez. Ainda com pneus macios desgastados, o tetracampeão conseguiu reduzir a diferença rapidamente. Enquanto isso, lá na frente, Hamilton passava a andar mais rápido que Verstappen, guiando em torno de um a dois décimos mais veloz - o que fazia a distância cair sensivelmente, entretanto.


Para não dizer que não teve nenhum "encontrão" durante a prova. Na volta 25, Ocon e Sainz se tocaram enquanto disputavam a oitava posição. Na verdade, o francês forçou para se cima do espanhol pelo lado de fora da curva 1 e a batida foi inevitável. Esteban rodou e caiu para 12º, enquanto o piloto da Toro Rosso abandonou a prova momentos depois.
Duas passagens depois, Hamilton decidiu que era hora de parar. Foi aos boxes e saiu de pneus macios. Verstappen não perdeu tempo e também foi na volta seguida. Aí Vettel veio na sequência, antecipando a parada, com o objetivo de perder menos tempo na briga com Bottas. A estratégia funcionou, já que o finlandês parou depois. 
Assim, depois de todos os pit-stops, a ordem da prova passou a ser: Verstappen, Hamilton, Ricciardo, Vettel, Bottas, Pérez, Vandoorne, Stroll, Massa, Ocon, Hülkenberg, Palmer, Magnussen, Alonso, Gasly, Wehrlein e Ericsson.
Aí Verstappen foi capaz de manter uma boa distância para Hamilton - é bem verdade que o inglês chegou a ficar 6s atrás, mas tão logo o jovem se livrou de carros mais lentos a sua frente, a vantagem voltou a crescer e bateu nos 9s de novo. Mais atrás, Vettel vinha na perseguição a Ricciardo, que sofria com um assoalho que batia demais no asfalto.  


E foi nessa fase da corrida que Magnussen e Alonso se envolveram em um toque enquanto brigavam fora da zona de pontos. O dinamarquês ainda se veria em um incidente com Palmer poucas voltas depois. Os dois, inclusive, chegaram a lutar à frente do líder Verstappen. Pior para o inglês, que acabou fora da briga depois de rodar devido ao embate com o piloto da Haas. 
Enquanto isso, Vettel não desistia de Ricciardo. Mas a disputa acabou a seis voltas do fim, quando o australiano conseguiu um fôlego e terminou mesmo à frente do tetracampeão. Por fim, Verstappen levou a Red Bull até a vitória. A segunda no campeonato em 2017. E a segunda também do jovem holandês, que consegue algum lento em uma temporada marcada por infortúnios e quebras.
A F1 volta na próxima semana com o GP do Japão. 


 




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AUTOR/FONTE: Grande Prêmio

Luiz Carlos Atagiba

([email protected]­m.br)

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