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15/12/2017 «¢s 17h56min - Atualizada em 15/12/2017 «¢s 17h56min

Marun diz que governo não vai aceitar desidratar reforma da Previdência

Novo ministro da Secretaria de Governo promete conversar mais com parlamentares

Marun diz que governo não vai aceitar desidratar reforma da Previdência

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), empossou nesta sexta-feira 15 o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) na Secretaria de Governo. O deputado assumirá a articulação política de Temer, substituindo o então secretário, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que pediu demissão do cargo às vésperas da convenção nacional dos tucanos, em Brasília.


Marun é um dos membros da tropa de choque do presidente no Congresso e tem o apoio do PMDB na Câmara. A cerimônia estava marcada inicialmente para a quinta-feira, às 17 horas, mas foi adiada porque o presidente, que passou por uma pequena cirurgia no sistema urinário, não recebeu alta hospitalar na manhã de ontem, como previsto.


 

 

O novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, prometeu conversar mais com parlamentares, inclusive fora de Brasília. Nesta sexta-feira, depois de tomar posse, Marun declarou que o governo não aceitará desidratar a reforma previdenciária em pontos que combatam os "privilégios". O ministro também disse que 37% da população apoia a reforma, mas sem detalhar essa pesquisa.


Nós temos uma proposta que tem por objetivo tornar a Previdência menos desigual e combater os privilégios no atual sistema previdenciário. Nada que contrarie esses pilares basilares da reforma será incluído nela — disse, emendando que parlamentares que quiserem diluir ainda mais a proposta devem garantir também os votos.


O PSDB defende uma transição especial para servidores públicos que ingressaram no sistema até 2003. É justamente nos proventos dos servidores que o governo centra fogo ao falar de "privilégios". A despeito de terem fechado questão a favor da medida — quando uma legenda obriga, da maneira mais severa, a bancada a votar em um sentido —, os tucanos ainda não decidiram se punirão rebeldes, como costuma acontecer nesses casos.


De chegada à Secretaria de Governo, Marun prometeu intensificar diálogo com deputados e senadores. Ele cogitou até que representantes do ministério realizarem viagem a outros estados para fazer articulações. "Temos que ter uma estrutura que receba parlamentares. Aqueles que têm demanda que precisam ser equacionadas", prometeu, completando: "Essa é uma mudança que já estou decidido a fazer: organizar uma estrutura de diálogo com parlamentares. Terá um secretário. É possível que assessores trabalhem com regiões do país".


No discurso de defesa para a aprovação da reforma previdenciária, Marun citou pontos de que o governo teve de abrir mão como se fossem escolhas ou preocupações do Planalto com os mais pobres. 


"O trabalho rural foi retirado da reforma, inclusive nesse objetivo de não atingir os mais humildes".


Marun citou pesquisa, sem dar detalhes, que aponta 37% de apoio popular à reforma previdenciária. O índice, segundo o ministro da articulação política, já foi de 10% e de 24%. Mais cedo, na posse, o presidente Michel Temer declarou que "boa parte da população" já endossa a reforma.




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AUTOR/FONTE: O Globo - Veja

Luiz Carlos Atagiba

([email protected]­m.br)

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