Seu desempenho à frente do GSI, porém, não é imune a críticas. O ministério não soube alertar o Planalto sobra a gravidade da crise dos caminhoneiros, que foi inicialmente subestimada pelo governo, por exemplo.


"Os militares estão convencidos de que esta é a pior crise por que o país passou na história recente, e se veem como um poder moderador", diz Teixeira. "Eles achavam que Temer seria uma ponte, mas acabou sendo um desastre", opina o professor.


"Sérgio agora aguarda o processo eleitoral."


Carreira


Em sua carreira no Exército, onde ingressou em 1971, aos 19 anos, Etchegoyen chegou a ocupar cargos no exterior, como o de oficial do Estado-Maior da Missão de Verificação das Nações Unidas em El Salvador, entre 1991 e 1992, e de chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington (EUA), de 2001 a 2003.


No Brasil, a posição mais alta que ocupou foi o de Chefe do Estado-Maior do Exército, um cargo importante, nomeado por Villas Bôas, ainda no governo Dilma. Por estar já na reserva, embora seja ministro, tem pouco influência sobre a tropa hoje.


Segundo o pesquisador João Roberto Martins Filho, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que se dedica há décadas a estudar os militares, dentro das Forças Armadas, o general Etchegoyen é tido como uma figura importante, ainda que mais controverso do que figuras tidas como moderadas, como Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército.