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Saúde

24/03/2020 às 14h52

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Redação

Campo Grande / MS

Anvisa aprova novo medicamento para leucemia mieloide aguda
A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer que pode acontecer em qualquer idade, mas as pessoas com mais de 65 anos são as mais afetadas
Anvisa aprova novo medicamento para leucemia mieloide aguda
Foto Divulgação
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou hoje o registro do medicamento XOSPATA® (gilteritinibe), produzido pela farmacêutica Astellas Pharma. Administrado por via oral uma vez ao dia como monoterapia para o tratamento de pacientes adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) recidivada ou refratária (resistente ao tratamento) e com mutação no gene FLT3 (FLT3mut+), o gilteritinibe foi aprovado para uso em pacientes brasileiros, após aprovação no Japão, Europa, Estados Unidos e Canadá.
"Estes resultados mudam o paradigma do tratamento de resgate de LMA e estabelecem o gilteritinibe como o novo padrão para LMA recidivada/refratária com FLT3-mutado", diz Roberto Soler, Diretor Médico da Astellas Farma Brasil. Isto é embasado pelos resultados obtidos no estudo ADMIRAL.
Os dados do estudo revelaram que o gilteritinibe é superior à quimioterapia padrão, medido pela sobrevida global. Estes números de sobrevida combinados com a toxicidade relativamente baixa do gilteritinibe estabelecem um novo padrão de tratamento para a monoterapia na LMA. Pacientes com LMA recidivada ou refratária com FLT3-mutado têm um prognóstico particularmente ruim, com esquemas de quimioterapia padrão produzindo baixas taxas de remissão e remissões obtidas durando um curto período.
Na análise final, os pacientes que receberam gilteritinibe tiveram uma redução de 36% no risco de morte em comparação com os que receberam a quimioterapia padrão. A sobrevida global mediana foi de 9,3 meses para aqueles atribuídos ao gilteritinibe, versus 5,6 meses para aqueles que receberam quimioterapia padrão. Aos 12 meses, 37,1% dos pacientes tratados com gilteritinibe estavam vivos em comparação com 16,7% dos pacientes com quimioterapia padrão. O tratamento com gilteritinibe proporcionou a realização do transplante de células tronco hematopoiéticas para uma porcentagem maior de pacientes comparado à quimioterapia de resgate (25,5% vs. 15,3%, respectivamente). O benefício de sobrevida global com gilteritinibe foi independente da realização de transplante. A incidência de todos os eventos adversos ajustada à exposição foi maior no grupo da quimioterapia em comparação ao grupo que recebeu gilteritinibe. A mortalidade aos 30 e 60 dias de tratamento foi 2,0% e 7,7%, respectivamente, no grupo gilteritinibe, versus 10,2% e 19,2% no grupo que recebeu a quimioterapia. (Referência: Perl et al. N Engl J Med 2019:381:1728-40. DOI: 10.1056/NEJMoa1902688)
"Estamos felizes em poder oferecer aos pacientes e médicos brasileiros um medicamento inovador que auxilia na jornada de tratamento da LMA. Para a Astellas o paciente está no centro de tudo o que fazemos e poder disponibilizar medicamentos como o Xospata®, fruto do incansável trabalho de pesquisa que desenvolvemos, é extremamente gratificante", diz Ricardo Ogawa, Gerente Geral da Astellas Farma Brasil.
Sobre a LMA[1]

A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer que pode acontecer em qualquer idade, mas as pessoas com mais de 65 anos são as mais afetadas. Ela não é hereditária, mas ainda não se sabe o porquê de seu surgimento. Sua principal característica é a superprodução de células imaturas (que acabaram de ser produzidas e ainda não estão "prontas" para sua função habitual), também conhecidas por blastos (tipos de glóbulos brancos, responsáveis por combater as infecções).
Elas passam a se desenvolver de forma descontrolada e param de desempenhar sua função, a de proteger o organismo contra as bactérias e vírus. Em grande quantidade na medula óssea, bloqueiam a formação dos demais componentes do sangue (glóbulos vermelhos, responsáveis pela oxigenação do corpo e plaquetas, que impedem as hemorragias). Por isso, cansaço/fadiga e sangramentos persistentes podem ser sintomas comuns.
Uma característica da LMA é ter uma progressão rápida e bastante agressiva, entretanto, com sintomas que podem sugerir outras doenças. Isso faz com que o diagnóstico preciso e precoce seja essencial para o tratamento.
Acesse o site desenvolvido pela Astellas e saiba mais sobre a doença: http://www.lmaflt3.com

FONTE: Rafael Correa Colnago

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