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Saúde

24/05/2020 às 09h17

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Redação

Campo Grande / MS

Semagro viabiliza a produção de EPIs para profissionais que combatem o coronavírus
As máscaras são feitas com placas de acetato, ideais para a proteção em unidades de saúde e diminuem consideravelmente o risco de contágio
Semagro viabiliza a produção de EPIs para profissionais que combatem o coronavírus
Foto Divulgação

Com a pandemia do novo coronavírus, o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) se tornou ainda mais essencial para profissionais que atuam na linha de frente de combate a Covid-19. Nesta batalha, diversas instituições se uniram para encontrar soluções viáveis para a confecção de máscaras feitas com placas de acetato, que são ideais para a proteção em unidades de saúde e diminuem consideravelmente o risco de contágio.


Foi pensando nesses benefícios que a Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) viabilizou junto aos produtores associados do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), a doação dos insumos necessários para a confecção das máscaras de acetato, feitas por técnicos do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul).


“Eles compraram os insumos necessários para a impressão e confecção das máscaras, que incluíram o filamento, o perfurador e as folhas de acetato”, explica a diretora de empreendedorismo e inovação do IFMS, Ivilaine Pereira.


Inicialmente, a proposta do IFMS era confeccionar 600 máscaras, mas com o aumento dos pedidos de unidades de saúde, o Instituto solicitou aos parceiros a compra de menos filamentos e mais folhas de acetado. Com a mudança, 2.400 máscaras foram produzidas e distribuídas para diversas cidades, como Campo Grande, Aquidauana, Dourados e Ponta Porã. “No início recebemos 600 pedidos de confecção de EPI, que foi quando viabilizamos esse contato entre a Semagro e o Sindicato. Porém, em pouco tempo os pedidos aumentaram, chegando a 3 mil. Com isso, conseguimos alguns filamentos nas unidades do IFMS e solicitamos que o Sindicato priorizasse o acetato nas compras. Recebemos 24 pacotes, com 100 folhas cada, sendo que conseguimos 1 máscara por folha”, explica Ivilaine.


A diretora ressalta que desde o dia 17 de março, as impressoras estão trabalhando todos os dias, 24 horas. “Com a doação viabilizada pela Semagro e Sindicato Rural conseguimos enviar para Aquidauana, à Secretaria de Saúde Indígena, para o Corpo de Bombeiros de Dourados e o Hospital Regional de Ponta Porã. Tenho outros pedidos que incluem asilos e outras unidades de saúde”, frisa.


Ao todo, o IFMS já produziu mais de 6 mil máscaras de acetato, possíveis por meio de outras doações e após a divulgação da parceria inicial entre o SRCG e a Semagro.


Produção


De acordo com o professor do IFMS, Evandro Falleiros, a confecção do EPI envolve três partes, sendo a primeira a impressão em 3D do suporte de fixação do material translúcido. Em seguida, há o encaixe da folha acetato, que protege o profissional das gotículas que transmitem o coronavírus. “E para que o conforto seja maior na cabeça de quem utiliza esse protetor facial, nós utilizamos um elástico caseado, esse elástico possui furações específicas para que o profissional possa ajustá-lo em sua cabeça. Esses protetores faciais e demais EPIs são de suma importância para que os profissionais de saúde consigam atuar com maior segurança e se proteger em suas atividades diárias”, frisa.

FONTE: Naiane Mesquita

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