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Saúde

25/08/2021 às 20h08 - atualizada em 25/08/2021 às 20h41

Redação

Campo Grande / MS

A eficácia e os dados atuais de CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen
Confira como estão os números atualmente em comparação aos vistos nos estudos e ensaios divulgados no fim de 2020
A eficácia e os dados atuais de CoronaVac, AstraZeneca, Pfizer e Janssen
Foto Arquivo

Enquanto observamos o avanço da vacinação para a prevenção da covid-19, os estudos —em laboratório e na vida real— sobre a eficácia das vacinas ou efetividade dos imunizantes disponíveis no Brasil também prosseguem em todo o mundo.


Mas como estão os números atualmente em comparação aos vistos nos estudos e ensaios divulgados no fim de 2020? Antes, é preciso entender o que eficácia e efetividade significam.


Eficácia: representa o quanto uma vacina é capaz de prevenir doenças em um ambiente controlado, ou seja, os cientistas avaliam a resposta a ela em condições e grupos de pessoas monitorados e específicos.


Efetividade: representa como esses mesmos imunizantes funcionam quando são utilizados na população em geral --cenário atual. Algumas pesquisas já têm trazido mais informações sobre como essas substâncias se comportam na proteção contra as variantes do coronavírus, incluindo a delta, além de seus efeitos a depender da idade da pessoa imunizada.


Os dados que coletamos são os mais atualizados até agora e já incluem os resultados de um recente estudo da Universidade de Oxford que observou a efetividade das vacinas AstraZeneca e Pfizer em relação às variantes alfa e delta.


De acordo com dados do Instituto Butantan, no Brasil a variante ainda dominante é a gama (P.1 - amazônica), representando, no estado de São Paulo, 89,82% dos casos —seguida pelas P.1.2 (4,22%), alfa (B.1.1.7, britânica) e delta. E todas as vacinas têm oferecido proteção contra elas.


No entanto, essas conclusões podem ser alteradas a qualquer momento, a depender da publicação de novas pesquisas, e também do eventual aparecimento de outras mutações do Sars-CoV-2 —a variante delta vem ganhando força e tende a se tornar dominante nos próximos meses.


Veja o que sabemos até hoje, considerando a vacinação completa (duas doses para todos os imunizantes, com exceção da dose única da Jannsen) das vacinas aplicadas no Brasil:


AstraZeneca - eficácia geral e contra a delta Eficácia geral (inclui dados do fabricante/estudo sem revisão) 76% na prevenção de doença sintomática (após 15 dias ou mais da 2ª dose) 74,6% a 86% proteção para a variante alfa 100% prevenção de doença grave 92% prevenção de hospitalizações.


Efetividade/delta (dados fabricante/estudos sem revisão ou publicação)


60% a 92% na prevenção de doença sintomática (após 2 doses)


92% na prevenção de hospitalizações (após 2 doses)


69% na prevenção de infecções (após 14 dias da 2ª dose)


61% na prevenção de infecções (após 90 dias da 2ª dose)


Casos graves e hospitalizações no Brasil (2 doses):


93,8% para 60 a 79 anos


91,3% para mais de 80 anos.


CoronaVac (Instituto Butantan) - eficácia geral e contra a delta


Eficácia geral 51% na prevenção de casos sintomáticos (2 doses)


100% na prevenção de doença grave (2 doses)


100% na prevenção de hospitalização (2 doses)


Resultados do Projeto S, que vacinou 75% da população de Serrana (São Paulo)


80% redução dos casos sintomáticos


80% redução das internações


95% redução de mortes


Pesquisas de outros países que aplicaram esta vacina em massa têm mostrado que a CoronaVac protege contra a doença sintomática em percentuais que variam de 65% a 83%. Nos quesitos hospitalização e morte, os resultados do Chile, por exemplo, mostraram proteção de 88% e 90%, respectivamente.


Efetividade consistente para todas as idades. Entre pessoas com 60 anos ou mais:


67.4% na prevenção de doença sintomática


83,3% na prevenção de hospitalizações


83% na prevenção de morte


Efetividade contra mortes em idosos*:


Dados preliminares compilados pelo estudo brasileiro do grupo Vebra Covid-19.


Delta*


100% na prevenção de casos graves


69,5% contra o aparecimento de pneumonias decorrentes da doença


*Esses dados foram divulgados pelo Butantan a partir de informações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da província de Cantão/Guangdong.


Na ocasião, o instituto também declarou que já está investigando se a CoronaVac é efetiva contra a delta.


Janssen (Johnson&Johnson) - eficácia geral e contra a delta


Eficácia geral


67% na prevenção de doença moderada a grave 14 dias após a vacina


66% na prevenção de doença moderada após 28 dias


77% na prevenção de doença grave/crítica após 14 dias


85% na prevenção de doença grave/crítica após 28 dias


Efetividade no Brasil:


66,2% na prevenção de quadros moderados da doença após 14 dias da vacinação


68,1% na prevenção de casos graves e críticos após 28 dias da vacinação


Eficácia Delta*


71% contra hospitalizações


+ de 95% de prevenção de morte


*Estes dados são de uma pesquisa preliminar apresentada pelo Ministério da Saúde da África do Sul.


Eficácia por idade


Dados do fabricante informam que, independentemente da idade, 96% dos adultos apresentaram anticorpos neutralizantes. Pfizer - eficácia geral e contra a delta


Eficácia geral


95% na prevenção de infecções (um estudo ainda sem revisão apontou 84% após 6 meses)


91,3% na prevenção de doença sintomática 95,3% a 100% na prevenção de doença grave


Eficácia contra a delta (ago/2021)*


92% na redução da carga viral após 14 dias da 2ª dose


90%, 85% e 78% após 30, 60 e 90 dias, respectivamente, da 2ª dose


88% na prevenção de doença sintomática


96% na prevenção de hospitalizações


*Dados do Ministério da Saúde de Israel trouxeram 90% de proteção contra doenças graves e 39% para infecções.


Efetividade por faixa etária (14 dias após a 2ª dose)


90% entre pessoas de 18 a 35 anos (infecção)


77% entre pessoas de 35 a 64 anos (infecção)


Fontes: Instituto Butantan; Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz); OMS (Organização Mundial da Saúde); FDA (Food and Drugs Administration); Yale Medicine; Pouwels, K. B. et al. Preprint at Univ. Oxford https://www.ndm.ox.ac.uk/files/coronavirus/covid-19-infection-survey/finalfinalcombinedve20210816.pdf (2021); Tanriover MD et al. Efficacy and safety of an inactivated whole-virion SARS-CoV-2 vaccine (CoronaVac): Interim results of a double-blind, randomised, placebo-controlled, phase 3 trial in Turkey. Lancet 2021 Jul 8; 398:213. (https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)01429-X); Jara A et al. Effectiveness of an inactivated SARS-CoV-2 vaccine in Chile. N Engl J Med 2021 Jul 7; [e-pub]. (https//doi.org/10.1056/NEJMoa2107715).

FONTE: Uol

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