31/08/2021 às 14h39
Redação
Campo Grande / MS
Agosto termina como o mês com menor número de casos e mortes por covid-19 no ano em Mato Grosso do Sul. Houve uma queda 46% de óbitos e 38% no número de casos em comparação ao mês anterior. Os dados também refletem nas internações, que caíram 56% em relação ao final de julho.
Foram 366 mortes devido a doença em agosto. O pior mês foi abril, quando 1.399 pessoas morreram em decorrência do vírus. Depois aparece junho com 1.317 óbitos, seguido por maio (1.128), março (1.101), julho (680), janeiro (573) e fevereiro (414).
Este cenário também reflete no número de casos confirmados da covid-19, que teve redução de 38% em relação ao mês anterior, com 12.619 em agosto e 20.551 em julho. O pior foi em junho, quando se chegou a 44.686 casos. Segundo os especialistas esta queda tem relação direta com a vacinação da população.
Estes dados também mostram a situação dos hospitais do Estado, que neste final de agosto registram 250 pessoas internadas em função da doença, o que representa 56% a menos que em 31 de julho, quando eram 571 pacientes nestas condições. Um dos fatores é a taxa de contágio que se mantém abaixo de 0,90 desde 15 de julho, estando neste final de agosto em 0,87.
Vacinação
Principal motivo para redução de casos e mortes, a vacinação em Mato Grosso do Sul segue em destaque nacional, com a liderança do ranking entre os estados na aplicação da primeira e segunda dose. Também mantém a logística de entregar os imunizantes em menos de 12 horas nas 79 cidades.
O Estado já dispõe de 73% da população vacinada ao menos com a primeira dose. Quando se leva em conta o público adulto, este percentual chega a 92%. Nesta faixa etária 59% das pessoas completaram o ciclo de imunização (dose única ou segunda dose). Ao todo já foram mais de 3 milhões de doses aplicadas.
O governador Reinaldo Azambuja incentivou os municípios a promover “mutirões” de vacinação, com o lema “vacina no braço e não na geladeira” e ainda pediu à população que completasse o ciclo de imunização, tomando a segunda dose, assim que chegasse sua vez no calendário definido pelas cidades.
FONTE: Leonardo Rocha
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