06/09/2021 às 08h12
Redação
Campo Grande / MS
Ficará nas mãos da Fifa a definição sobre o Brasil e Argentina suspenso na tarde de domingo (5), pela sexta rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. A entidade máxima do futebol mundial pode optar pela retomada da partida ou punir com W.O. qualquer uma das seleções.
O imbróglio começou a acontecer porque agentes da Vigilância Sanitária e a Polícia Federal foram ao estádio autuar quatro atletas argentinos. Emiliano Díaz, Lo Celso, Romero e Buendía tinham burlado protocolos da pandemia da Covid-19 (os três primeiros eram titulares).
O item 5 do capítulo "Disposições gerais" aborda situações de abandono da competição por seleções, partidas não jogadas ou abandonadas. O jogo realizado em Itaquera entraria neste aspecto.
Uma das interpretações dá a punição à Argentina por W.O., decretando que o Brasil venceu por 3 a 0. Os atletas argentinos abandonaram o campo e recusaram-se a continuar a partida sem os quatro atletas que descumpriram as regras sanitárias do país. Além do W.O., a albiceleste seria punida com 10 mil francos suíços.
No entanto, há um trecho de regulamento que fala sobre o reconhecimento de "motivo de força maior". A Fifa pode interpretar a situação deste ponto de vista que abre caminho para determinar que a partida seja jogada novamente. Caso o jogo seja reiniciado, terá de acontecer em todo o contexto até o momento da interrupção.
A partida será retomada do momento no qual foi interrompida, com Brasil e Argentina tendo a mesma escalação jogadores no banco de reservas. Os atletas impedidos de atuar poderiam ser substituídos, mas não haveria reposição no banco.
O jornal "Clarín", no entanto, afirma que a Argentina dirá à Fifa que a Seleção Brasileira tem de ser punida. Os albicelestes se ampararão na interpretação de que o Brasil permitiu a entrada de pessoas desautorizadas no gramado, caso dos agentes da Anvisa e, assim, justificariam a saída dos atletas rumo ao vestiário.
O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, afirmou?
- Não se pode falar de mentira. Há uma legislação sanitária com a qual são jogadas as Datas Fifa, assim como todos os torneios. As autoridades sanitárias de cada país aprovam um protocolo, que está vigente e trabalha em dez federações. Nós estamos cumprindo, cuidando ao máximo dos jogadores - declarou.
O superclássico Brasil-Argentina foi suspenso por "decisão do árbitro venezuelano" Jesús Valenzuela após a entrada de agentes sanitários brasileiros no campo do estádio Neo Química Arena, casa do Corinthians, afirmou a Conmebol no Twitter, acrescentando que a Fifa será a encarregada de tomar uma decisão.
A partida foi suspensa aos 7 minutos depois que agentes de saúde brasileiros entraram em campo da Neo Química Arena, em São Paulo, para intervir devido ao caso de quatro jogadores argentinos apontados pela Anvisa por terem incluído informações falsas em seus declarações de protocolos anti-covid.
FONTE: Portal R7
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