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02/01/2022 às 17h25

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Redação

Campo Grande / MS

Senadores se articulam para disputar governos estaduais em 2022
Ao menos 12 senadores podem tentar governo estadual; políticos testam nomes e já articulam coligações
Senadores se articulam para disputar governos estaduais em 2022
Foto Arquivo

Com a proximidade das eleições, movimentações nos estados mostram que alguns senadores devem tentar a eleição ao governo estadual. Dois terços dos senadores estão no meio do mandato, e poderão concorrer ao governo sem risco de perderem o cargo de senador, o que os tranquiliza, uma vez que eles podem se licenciar do Parlamento e, na hipótese de não ganharem a eleição, retornar ao Senado. Já 27 senadores estão no fim do mandato. Para eles, o que pesa é a real viabilidade de vencer uma eleição para governador. Caso contrário, o mais viável pode ser entrar na disputa pela cadeira no Senado.


Isso se aplica, por exemplo, ao senador Reguffe (Podemos-DF). O presidenciável Sergio Moro já o lançou como o nome da legenda para a disputa a governador do DF, e o senador tem sido apontado internamente como o nome viável da sigla para a posição de chefe do Executivo no DF. Reguffe, entretanto, encerra seu mandato no próximo ano, e precisa escolher entre tentar a reeleição e disputar o governo.


Caso ele se decida por tentar novo mandato na casa, provavelmente disputará a vaga com a ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, que é deputada federal e deve disputar o Senado pelo PL. Reguffe tem conversado com aliados e deve anunciar a decisão de disputar o governo do DF ou o Senado já no início deste ano, após observar pesquisas e entender qual o melhor cenário para apresentar seu nome. Oficialmente, Reguffe diz apenas que só falará de eleição em fevereiro ou março.


Também no DF, o senador Izalci Lucas (PSDB) já lançou a pré-candidatura ao GDF. Caso siga com a ideia, ainda que perca o Executivo, continuará com o cargo, pois o mandato dele vai até 2026. A ideia de Izalci sempre foi se unir a Reguffe e Leila Barros (Cidadania) para desbancar a reeleição do governador Ibaneis Rocha (MDB).


Leila Barros era cotada para o cargo de vice-governadora, mas isso foi descartado, e ela ainda analisa o cenário junto com o Cidadania, legenda à qual se filiou recentemente. Uma possibilidade é que ela não se candidate a nada, e apenas apoie um nome no DF. Tanto Leila quanto Reguffe foram ao lançamento da pré-candidatura de Izalci, em 15 de dezembro. Quando indagado sobre o cenário, Izalci diz que está conversando com os dois colegas de bancada, para que os três caminhem juntos. “Estamos trabalhando por isso. A gente tem conversado muito se pode caminhar junto desde o início do mandato. Nós temos que unir forças”, disse.


Outro senador cujo mandato se encerra em 2022 e que quer disputar o governo estadual é Dário Berger (MDB), de Santa Catarina. A disputa interna, entretanto, está acirrada, com outros dois nomes na jogada: o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, e o presidente do MDB no estado, deputado federal Celso Maldaner. Em setembro, a legenda chegou a publicar uma nota em que dizia que o prefeito disputaria o governo, Celso seria candidato a vice-governador e Berger tentaria novo mandato como senador. A nota foi substituída no mesmo dia por outra, que dizia que a questão ainda seria discutida e que prevaleceria a voz da maioria.


O senador, então, começou a avaliar a ida a outra legenda, para disputar o governo. Em nota à reportagem, a assessoria do senador afirmou que, “no cenário atual de conjecturas e de conflito interno no MDB” do estado, Berger “tem recebido convites de outras legendas e priorizado a abertura de diálogo com todos que desejam construir um plano de desenvolvimento econômico e social para Santa Catarina”.


“É natural do jogo democrático. No entanto, segue atuando para viabilizar sua candidatura a governador pelo MDB. Esse é o seu desejo. Caso isso não se concretize, o senador avaliará qual caminho deverá seguir e informará de forma oficial”, afirma a nota. O senador tem discutido a possibilidade de ir ao PSB, conforme dito pelo presidente Celso Maldaner, segundo o qual a sigla está “segurando a decisão” sobre quem disputará o governo.


Santa Catarina


“A bancada estadual está muito ligada com o governador Moisés [Carlos Moisés, que deve tentar a reeleição]. Estamos vendo uma reunião de bancada estadual e federal para ver se conseguimos uma união de pensamentos, porque tem uma disputa interna, e ainda não está definido”, ressaltou.


Alagoas


No estado de Alagoas, deve haver uma eleição indireta no primeiro semestre deste ano, diante da ausência de vice-governador e com a provável renúncia do governador Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros (MDB), para disputar o Senado Federal. Na disputa popular, quem tenta o cargo é o senador Rodrigo Cunha (PSDB). “Sou candidato a governador do estado. É uma possibilidade muito real [de vitória]. As pesquisas mostram isso, nossa trajetória mostra isso, e é uma decisão a ser tomada em breve. Não tenho necessidade [de antecipar campanha]. Quem está antecipando a campanha é porque precisa angariar apoio político”, afirmou.


Rondônia


Defensor do governo de Jair Bolsonaro, o senador Marcos Rogério (DEM) é o mais cotado no seu grupo político para disputar a eleição ao governo de Rondônia. “Fico honrado em saber que o meu nome é apontado, mas estou focado em representar o meu estado como senador”, afirmou à reportagem. O parlamentar disse que deve ir para o PL em breve, e que a decisão sobre a sua candidatura será anunciada mais para a frente. Ele vislumbra, ainda, projetos políticos em Brasília, mas disputará o cargo de governador se houver entendimento interno na legenda..


Outras disputas


Também defensor do governo, o senador Jorginho Mello (PL) se articula há meses para disputar o Governo de Santa Catarina. Já no campo da esquerda, o senador Fabiano Contarato (ES), recém-filiado ao PT, tem intenção de ser candidato a governador, mas aguarda definições internas. Na Bahia, quem está cotado para concorrer ao posto pela legenda é o senador Jaques Wagner, que já foi ministro no governo do PT e que concorreria ao governo contra ACM Neto (DEM).


O senador Randolfe Rodrigues (Rede), por sua vez, é cotado para disputar o governo do Amapá. À reportagem, ele afirmou que a questão ainda está sendo discutida, mas que há um conjunto de legendas que o indicam. O parlamentar preferiria que outro nome com força suficiente surgisse, de modo que ele pudesse concluir o mandato no Senado, mas ressalta que, “na política, a gente não faz o que quer, a gente faz aquilo que as circunstâncias indicam. Fui o resultado da renovação da política lá, e queria que surgisse um nome do campo popular com esse perfil, com essa característica."


No estado de Sergipe, o senador Rogério Carvalho (PT) já é pré-candidato ao governo. As alianças ainda estão sendo discutidas, mas envolvem PSB e Solidariedade. “Muita movimentação ainda vai acontecer, mas o cenário é favorável”, afirmou Carvalho. O Cidadania, do senador Alessandro Vieira, pré-candidato à Presidência da República, fica fora desse grupo.


No Amazonas, o nome para a disputa é o do senador Eduardo Braga (MDB), que se movimentou durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid-19 levando discussões do estado para a comissão, diante do cenário caótico enfrentado em Manaus no início do ano. Na ocasião, houve falta de oxigênio e pacientes com Covid-19 morreram asfixiados dentro de unidades de Saúde. Na época, chegou a haver discussões acaloradas entre ele e Omar Aziz (PSD), também ex-governador e que deve disputar a reeleição ao Senado pelo estado.

FONTE: Portal R7

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