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Brasil

13/11/2022 às 23h01

Redação

Campo Grande / MS

Governo Bolsonaro marcará posição na ONU contra aborto, nesta 2ª feira
Ministra Cristiane Brito participa de avaliação dos direitos humanos no mundo
Governo Bolsonaro marcará posição na ONU contra aborto, nesta 2ª feira
Foto Divulgação

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Brito, vai aproveitar o palco do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça, para reiterar a posição do Governo Bolsonaro contra o aborto em âmbito internacional.


Ela discursa, nesta segunda-feira, na abertura e no encerramento da Revisão Periódica Universal (RPU), um processo instituído pela ONU com o objetivo de monitorar a situação dos direitos humanos de todos os 193 Estados-membros da organização, que se avaliam entre si.


O discurso antiaborto chega em um momento de incerteza sobre a condução da temática pelo futuro Governo Lula.


Atualmente, o país exerce a função de secretariado do chamado Consenso de Genebra, documento assinado por 36 países contrários à adoção de leis internacionais pró-aborto.


O temor é que o Governo Lula, como fez Biden quando assumiu a Presidência dos Estados Unidos, deixe o bloco tão logo ocorra a posse da nova gestão.


A diferença é que uma eventual “saída à francesa” pode atrapalhar os planos do petista de se aproximar dos evangélicos e enterrar de vez qualquer possibilidade de composição.


A delegação brasileira, chefiada pela ministra, conta com representantes do Ministério da Saúde, das Relações Exteriores, da Justiça e Segurança Pública, da Cidadania e da Educação. Os relatores para a revisão do relatório brasileiro serão Japão, Paraguai e Montenegro.


Os relatores para a revisão do relatório brasileiro serão Japão, Paraguai e Montenegro.


As autoridades vão apresentar ações do Governo Brasileiro para imigrantes, refugiados, educação em direitos humanos, população LGBT, empresas e direitos humanos, liberdade religiosa, sistema único de assistência social, benefício emergencial e Auxílio Brasil.


A delegação brasileira apresentará, ainda, iniciativas de combate à tortura e à discriminação de pessoas com deficiência, de defesa de direitos humanos, dos povos e de comunidades tradicionais, de crianças e adolescentes, de jovens e de pessoas idosas e de promoção da igualdade racial, além de reiterar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) na vacinação durante a pandemia.

FONTE: Diário do Poder

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