19/03/2023 às 09h19
Redação
Campo Grande / MS
O Ministério de Minas e Energia terá de reservar uma mesa com muitas e fundas gavetas para o novo secretário-executivo da pasta, Efrain Cruz, que firmou reputação na Aneel, “agência reguladora” de energia elétrica, como engavetador-geral. Efrain engavetou, em média, 60 importantes processos por ano, em quatro anos de mandato na Aneel. No fim do seu período, deixou nas recheadas gavetas impressionantes 274 processos pendentes de decisão. Todos foram redistribuídos aos demais diretores.
Além de deixar extensa pauta de processos paralisados, a passagem de Efrain pela Aneel gerou muitas críticas de colegas e entidades do setor.
A escolha de Efrain para “vice-ministro” de Minas e Energia parece ter sido por exclusão. O governo levou 75 dias para bater o martelo.
Efrain foi indicado à Aneel pelos políticos de Rondônia Waldir Raupp, alvo da Lava Jato, e senador conservador Marcos Rogério (PL).
A opção do ministro Alexandre Silveira sinaliza a espantosa aproximação do governo Lula com Marcos Rogério, ex-líder de Bolsonaro no Senado.
FONTE: Cláudio Humberto
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