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Brasil

01/07/2023 às 09h33

Redação

Campo Grande / MS

Tarcísio pede ação de deputados paulistas contra texto da reforma
Ideia é formar um bloco de pressão contra Arthur Lira e Aguinaldo Ribeiro
Tarcísio pede ação de deputados paulistas contra texto da reforma
Foto Arquivo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vai iniciar uma mobilização com deputados estaduais e federais do estado para tentar adiar a votação da reforma tributária, na Câmara dos Deputados, que pode acontecer já na próxima semana.


Tarcísio se reuniu nesta sexta-feira (30), no Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista), com o coordenador da bancada paulista na Câmara, deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (PL), com o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), e com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), para discutir o tema.


Também participaram do encontro, empresários e entidades que representam o setor de serviços, que é crítico ao texto da reforma. O segmento defende que a votação seja adiada.


A ideia do governador é formar um bloco de pressão contra o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o relator da reforma na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), para postergar a apreciação do texto e dar mais tempo para que a proposta seja discutida.


O governo de São Paulo é contra o Conselho Federativo, colegiado que vai gerir o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), imposto a ser criado pela reforma para substituir o ICMS (tributo estadual) e o ISS (tributo municipal). O governo estadual teme perder autonomia na gestão dos recursos com o IBS. Outros estados também já se colocaram contra o colegiado, como o Rio de Janeiro.


Ricardo Nunes também é contra o texto e diz que a reforma pode levar o município a perder R$ 15 bilhões anuais em arrecadação.


– O governador alertou (na reunião) para que todos os deputados estaduais se mobilizem com seus deputados federais para adiar a votação. Do jeito que está a discussão, vai passar por cima e votar na semana que vem. Ele quer mais tempo para debater o projeto – disse o presidente da Alesp, em entrevista ao Estadão/Broadcast.


*AE

FONTE: Pleno.news

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