19/08/2023 às 11h11
Redação
Campo Grande / MS
Foi o senador Sérgio Moro (União- PR) quem ‘levantou a bola’ da ausência de credibilidade da testemunha ouvida pela CPMI do 08 de janeiro, Walter Delgatti. Moro repercutiu um dado que pode ser conferido em consulta pública: o hacker acumula 46 processos por estelionato, envolvendo tramitações na Justiça de São Paulo, no Tribunal Regional Federal 01 (TRF-01) e outras cortes. De acordo com a inquirição de Sérgio Moro, um único processo identificou 44 vítimas do estelionatário.
O Ministério Público fez denúncia que revela o modus operandi de Delgatti, através da formação de uma quadrilha, que segundo o relatório da Procuradoria Geral da República se constituiu de maneira “organizada, estável, em união de desígnios”.
A investigação tocada pela Polícia Federal diz que Delgatti agia em diversas frentes de crimes cibernéticos: fraudes bancárias e furtos mediante fraude, invasão de dispositivos informáticos alheios, mediante violação indevida de sistemas de segurança e monitoramento, em tempo real, de comunicações telemáticas (dados) sem autorização.
De acordo com o relatório, Delgatti tinha até um ‘testa de ferro’, que emprestava o nome para a movimentação das transições criminosas praticadas pela quadrilha.
Durante oitiva na CPMI do 08 de janeiro, o hacker se disse inocente diante do relatório assinado pelo procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, que apresenta provas robustas, como imagens, áudios e vídeos de Delgatti em operações criminosas.
O Hacker vota 13
Um vídeo levado à CPMI pelo deputado André Fernandes (PL-CE) mostra a testemunha declarando voto em Lula, durante entrevista à versão eletrônica da revista Fórum. “O Walter de hoje com certeza vota no Lula. Não só voto, como peço que votem no Lula. Faço campanha para ele. O que for preciso”, respondeu Delgatti.
A entrevista foi concedida em julho de 2022, mesmo período em que Delgatti abordou a deputada Carla Zambelli (PL-SP) para, de acordo com a versão da parlamentar, pedir oportunidade para assessora-la com as ferramentas de internet do mandato. Na ocasião, o hacker disse à Zambelli que pretendia ajudar Bolsonaro a entender a limitação do sistema eleitoral do Brasil.
FONTE: Cláudio Humberto
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