domingo, 14 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Brasília

26/10/2023 às 09h11

Redação

Campo Grande / MS

Deputados de extrema esquerda obstruem votação de projeto anti-aborto
Proposta pró-vida é de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ)
Deputados de extrema esquerda obstruem votação de projeto anti-aborto
Foto Divulgação

Deputados da extrema-esquerda atuaram para impedir que a Comissão da Família aprovasse um projeto de lei que, como efeito, barra o aborto legal no Brasil. A proposta, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ), assegura que a “personalidade civil” de um pessoa começa “desde a sua concepção”. Ou seja, se a partir da fecundação já há o reconhecimento civil, não poderia ser admitida a interrupção da gravidez. A votação foi adiada para a próxima terça-feira (31).


Os deputados do PSOL pautaram sucessivos requerimentos de inversão de pauta relativos a outras matérias – entre elas, uma moção de repúdio aos estudantes da Universidade Santo Amaro, que fizeram uma masturbação coletiva, um projeto que susta decretos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e outro que altera os benefícios da Previdência.


O governo contou com o “apoio” do deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA) – não integrante da comissão -, que pediu sucessivas questões de ordem e fez intervenções para provocar e responder falas de deputados do PSOL.


– Ele resolveu obstruir – brincou uma parlamentar esquerdista, reservadamente.


A sessão, que se alongou por quase 3h30 foi interrompida no final da tarde em razão da ordem do dia sem que a votação chegasse a ser iniciada.


Ao reconhecer o direito civil de um feto, apontam juristas e deputados da oposição, seria possível impedir os casos em que a legislação brasileira permite o aborto. Hoje, o Código Civil define que os direitos são reconhecidos pelo Estado a partir do “nascimento com vida”. A legislação permite a interrupção da gestação em casos de fetos com má formação do cérebro, quando a gravidez coloca a vida da gestante em risco e em casos de estupro.


Tonietto disse que a proposta é de “suma importância” e visa impedir a “inviabilização” da vida de fetos.


– Nascituro é pessoa, nós sabemos, bebê no ventre materno não pode ser simplesmente inviabilizado como muitos tentam fazer. Ainda mais os promotores da cultura da morte que desejam a flexibilização de tudo aquilo que traz o aborto para o nosso território – afirmou.


– O bebê no ventre materno continua sendo uma pessoa. Então nós precisamos buscar salvar as duas vidas, a dignidade das duas vidas. Não podemos invisibilizar a pessoa do embrião. Nós não podemos aniquilar esses direitos – prosseguiu Tonietto ao longo da discussão.


A autora do projeto explicou que um dos motivos de elaborar a proposta foi minar a ação do PSOL ao Supremo que tenta ampliar os direitos de aborto.


– Esse partido que tem representação no Congresso Nacional parece que não respeita o Parlamento. A gente quer trazer luz onde há trevas – afirmou.


A Suprema Corte analisa a descriminalização do aborto em casos de gestação até 12 semanas. A ministra Rosa Weber, do STF, abriu a votação antes de se aposentar, a favor de descriminalizar. O novo presidente, ministro Luís Roberto Barroso, diz não ter prazo para o tema voltar à pauta de julgamentos.


Caso aprovada, proposta agora irá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara antes de ir ao plenário. A deputada Erika Kokay (PT-DF) apresentou um pedido para que o projeto vá para a Comissão de Direitos Humanos. Caberá a mesa diretora da Casa avaliar.


*Com informações AE

FONTE: Pleno.news

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium