15/12/2023 às 08h45
Redação
Campo Grande / MS
Correu frouxa a traição no Congresso na sessão que derrubou o veto à desoneração da folha. No Senado, Daniella Ribeiro (PSD-PB), Jorge Kajuru (PSB-GO), Dorinha Seabra (União-TO), Weverton (PDT-MA) e Zenaide Maia (PSD-RN), todos da liderança do governo, não se fizeram de rogados e engrossaram o resultado que desmoralizou o veto de Lula: 60 a 13.
Na Câmara, o revés foi ainda pior, 378 a 78. Entre deputados, além de líderes de Lula, até um petista foi seduzido pelo afã da traição. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, foi outro caso de “traição”: ele se demitiu para retomar o mandato de senador e apoiar a aprovação de Flávio Dino ao STF, mas permaneceu no parlamento por mais um dia para votar pela derrubada do veto presidencial ao projeto aprovado no Congresso que regulamentou o marco temporal das terras indígenas.
A surpresa petista ficou por conta de Zé Neto, deputado baiano. O único do PT que não se constrangeu e votou para derrubar o veto de Lula.
Lideranças de Lula na Câmara também traíram: Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), Waldemar Oliveira (Avante-PE), Marreca Filho (Patriota-MA).
Fecham a lista da Câmara: Josenildo (PDT-AP), Igor Timo (Podemos-MT), José Nelto (PP-GO), Jonas Dozinette (PSB-SP) e Bacelar (PV-BA).
No PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos 12 deputados votantes, 11 foram contra o veto. No Senado, três contras e só um favorável.
A derrubada do veto de Lula (PT) à desoneração da folha salvou ao menos 600 mil empregos. Era a estimativa de fechamento de postos de trabalho, com a lógica raivosa do governo contra o setor privado, que emprega 91% dos brasileiros. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) acusou a lei de “inconstitucional”, desdenhando das comissões de Constituição e Justiça do Senado e da Câmara e dos votos de 430 parlamentares. Como “economista”, Haddad se revelou mau jurista.
Para se manter obediente ao PT, a maioria dos atrasados sindicalistas brasileiros fechou os olhos à ameaça da perda de 600 mil empregos.
O drama foi descrito por Fernando Pimentel, diretor da Abit, a associação do setor: a previsão era que 30 mil seriam demitidos na indústria têxtil.
A medida, que agora será promulgada pelo Congresso sem voltar a Lula, beneficia os 17 setores da economia que mais empregam trabalhadores.
FONTE: Cláudio Humberto
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