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Brasil

19/07/2024 às 12h15

Redação

Campo Grande / MS

Censo aponta que 90% dos quilombolas sofrem com a falta de saneamento básico
Quase 30% não possuem nem abastecimento de água, destinação do esgoto ou coleta de lixo, diz IBGE
Censo aponta que 90% dos quilombolas sofrem com a falta de saneamento básico
Foto Divulgação

Sem acesso a água encanada, esgotamento sanitário ou coleta lixo. Essa é a situação em mais de 90% dos Territórios Quilombolas delimitados no país, de acordo com o Censo Demográfico 2022, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (19).


Já o percentual de pessoas que moram nas áreas quilombolas e não possuíam acesso a nenhum dos três serviços chega a 29,58%. O número cai para 21,89%, quando considerada toda a população quilombola, enquanto 3% da população brasileira vivia nessas condições.


Um a cada quatro quilombolas não possui banheiros em casa. Veja alguns dados dessa realidade:


41.493 pessoas (24,77%) não têm banheiro de uso exclusivo do domicílio;


21.765 pessoas (12,99%) têm apenas sanitário ou buraco para dejeções, inclusive os localizados no terreno


6,24% não tinham banheiro ou sanitário, o significa 10.447 pessoas.


A pesquisa mostra que em relação ao esgoto sanitário, cerca de 59,45% dos moradores possuem fossa rudimentar ou buraco. "Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede foi a segunda principal forma, para 17,44% dos moradores, seguida por ausência de banheiro e sanitário, para 6,24%. A rede geral chegava a apenas 6,53% dessa população".


Acesso a água


O acesso a água canalizada dos quilombolas, em territórios demarcados, foi de 66,71% , quando a água chegava até dentro da casa, apartamento ou habitação e ia diretamente para torneiras, chuveiros, vasos sanitários. O percentual sobe para 73,34%, quando considerada toda a população quilombola, ou seja, que moram também em outras regiões, e chega a 95,14% das residência brasileiras.


Coleta de Lixo


O acesso ao serviço de coleta de lixo alcança apenas 30% dos quilombolas em territórios delimitados. Mais de 65% dos moradores informaram que a principal forma de descarte dos resíduos foi a queima do lixo no terreno. Apenas 30,49% dos quilombolas disseram ter a coleta direta ou indireta de serviço de limpeza. Quando observado a população brasileira o percentual é 90,89%.

FONTE: Yaly Pozza

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