05/08/2024 às 17h50
Redação
Campo Grande / MS
O relatório intitulado “Violência Contra os Povos Indígenas”, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), revela que o número de indígenas mortos por omissão das ações do governo Lula foi de 1.331 em 2023, um aumento de quase 30% em relação às 1.026 mortes registradas em 2022.
Em julho deste ano, o CIMI também destacou um crescimento de 24,5% no número de mortes de crianças indígenas no ano passado. Ao todo, a entidade contabilizou mil mortes em 2023, com o Amazonas (295), Roraima (179) e Mato Grosso (124) figurando como os estados com o maior número de óbitos. Este é o total mais elevado desde 2003.
De acordo com o CIMI, as mortes de crianças de 0 a 5 anos, decorrentes de suicídios e da falta de assistência à saúde, podem ser diretamente relacionadas à negligência do atual governo. A entidade informa que, até o momento, o maior número registrado havia sido em 2019, com 965 mortes de crianças durante o primeiro ano da administração Bolsonaro. Agora, o CIMI destaca 670 mortes de crianças por causas evitáveis, incluindo 143 por gripe e pneumonia; 88 por diarreia e doenças infecciosas intestinais; 57 por desnutrição; 55 por infecções perinatais; e 44 por síndrome de aspiração neonatal.
Foram registradas 111 mortes de indígenas por falta de assistência à saúde em 2023, um aumento de mais de 40% em relação aos 76 casos no ano anterior. O CIMI considera que a falta de água potável, a escassez de remédios e a desassistência médica se enquadram na categoria de óbitos causados pelo “abandono da política de saúde indígena” pelo governo petista. O relatório também argumenta que a desassistência nas áreas da educação e da saúde, bem como a disseminação de bebidas alcoólicas e outras drogas, integram métodos de violência decorrentes da omissão do poder público.
Procurado pelo Poder360, o Ministério da Saúde alegou que o atual governo herdou “um cenário de sucateamento, desmonte e negacionismo” em questões relacionadas às pautas indigenistas e ambientais da administração Bolsonaro. “Durante o ano de 2023, a atual gestão, com o auxílio e coordenação do MPI, atuou para frear os processos de destruição dos modos de vida dos indígenas brasileiros. Consequentemente, o ano passado foi marcado pela retomada de ações e medidas do Estado para remediar e contornar processos em locais de difícil acesso e que demandam um esforço multidisciplinar, cujos efeitos são perceptíveis a curto, médio e longo prazos”.
FONTE: Luís Batistela
Há 2 horas
Agenda: Sessões solenes e curso aos servidores estão previstosHá 2 horas
STF avalia assumir funções próprias do TSE durante campanha eleitoralHá 3 horas
Para Verruck, Porto Murtinho vive resgate do papel histórico de centro logísticoHá 3 horas
Sob Lula, patrocínios de estatais sobem 52,5% e chegam a R$ 1,6 bilhãoHá 3 horas
O preço do populismo