13/08/2024 às 10h35 - atualizada em 13/08/2024 às 11h04
Redação
Campo Grande / MS
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR), na última quinta-feira (08), o arquivamento do inquérito das joias no Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido foi feito em vista da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que eximiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de devolver um relógio de ouro da marca Cartier, recebido como presente durante seu primeiro mandato, em 2005.
O inquérito envolvendo Bolsonaro trata de uma suposta tentativa de comercialização de presentes recebidos por ele durante sua administração.
Em sua decisão, o TCU argumentou que não há uma lei específica para contabilizar o valor do relógio de luxo recebido pelo petista. Dessa forma, a Corte de Contas não conseguiria julgar se o presente atenderia aos critérios e valores necessários para ser classificado como personalíssimo ou como pertencente à União.
Em pedido endereçado diretamente ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, a defesa de Bolsonaro destaca uma "similitude fática" entre os casos.
No entanto, enquanto o petista foi absolvido, o ex-presidente é investigado pelo suposto desvio de R$ 6,8 milhões em bens recebidos em viagens ao exterior durante seu mandato.
“Frise-se, por relevante, que o aludido v. Acórdão [do caso envolvendo Lula no TCU], apesar de ter como referencial originário o concreto caso de recebimento de relógio pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aplica-se a todo e qualquer Presidente da República e a fatos ocorridos antes ou depois da prolação do Acórdão 2255/2016-Plenário (...). Confirmar-se-á o que há muito já se sabe – que não há qualquer ilicitude nas condutas praticadas por Jair Bolsonaro, seja no âmbito administrativo, seja na seara penal”, diz trecho do pedido.
Até o momento, os investigadores identificaram três conjuntos de bens recebidos pelo ex-presidente.
De acordo com a PF, o valor supostamente desviado por Bolsonaro seria de US$ 1.227.725,12 (R$ 6.826.151,661). O montante foi corrigido pelo órgão, que inicialmente havia destacado um valor de R$ 25.298.083,73.
A PF ainda informa que o suposto desvio de joias durante o governo Bolsonaro está diretamente associado à produção de “fake news” e ao uso indevido de recursos públicos.
FONTE: Luís Batistela
Há 11 minutos
Agenda: Sessões solenes e curso aos servidores estão previstosHá 24 minutos
STF avalia assumir funções próprias do TSE durante campanha eleitoralHá 30 minutos
Para Verruck, Porto Murtinho vive resgate do papel histórico de centro logísticoHá 47 minutos
Sob Lula, patrocínios de estatais sobem 52,5% e chegam a R$ 1,6 bilhãoHá 57 minutos
O preço do populismo