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14/11/2024 às 09h45

Redação

Campo Grande / MS

Moraes assume caso das explosões em Brasília
O ministro do STF autorizou ainda na noite de quarta-feira, 13, buscas em endereços ligados a Francisco Wanderley Luiz, o Tiü França, autor das explosões
Moraes assume caso das explosões em Brasília
Foto Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ainda na noite de quarta-feira, 13, buscas nos endereços de Francisco Wanderley Luiz, o Tiü França, responsável pelas explosões registradas na Praça dos Três Poderes, em Brasília.


Segundo O Globo, as buscas foram realizadas na casa que Francisco Luiz alugou em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, e em um trailer estacionado próximo à Câmara dos Deputados.


Tanto a Polícia Federal quanto a Polícia Civil do Distrito Federal investigam o caso.


Inquérito pode ser anexado ao do 8 de janeiro


O inquérito sobre as explosões realizadas na quarta-feira, 13, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, pode ser anexado ao dos atos de 8 de janeiro de 2023, caso haja indícios de correlação entre os fatos, conforme admitiu o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.


“Vou receber o inquérito. Se houver conexão com algum inquérito em curso, será distribuído por prevenção”, afirmou Barroso ao ser questionado por jornalistas.


Explosões na Praça dos Três Poderes


Duas explosões foram registradas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na noite de quarta-feira, 13. Elas foram atribuídas ao chaveiro Francisco Wanderley Luiz, o Tiü França, candidato a vereador em Rio do Sul (SC), em 2020.


Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal, Natanael Carmelo, segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, portava uma mochila e avisou que iria detonar um artefato explosivo.


“O indivíduo trazia consigo uma mochila e estava em atitude suspeita em frente à estátua, colocou a mochila no chão, tirou um extintor, tirou uma blusa de dentro da mochila e a lançou contra a estátua”, disse o segurança à Polícia Civil.


“O indivíduo retirou da mochila alguns artefatos e com a aproximação dos seguranças do STF, o indivíduo abriu a camisa os advertiu para não se aproximarem”, complementou o funcionário do Supremo. Entre os objetos, um era semelhante a um relógio digital.


Segundo o segurança, Francisco “saiu com os artefatos para a lateral e lançou dois ou três artefatos, que estouraram”.


Francisco então “deitou no chão, acendeu o último artefato, colocou na cabeça com um travesseiro e aguardou a explosão”.


Polícia Federal abriu um inquérito para investigar as motivações por trás do atentado e considera o caso de extrema gravidade. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que “todas as hipóteses estão em análise”, incluindo a possibilidade de colaboração com redes extremistas.

FONTE: O Antagonista

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