26/11/2024 às 10h47
Redação
Campo Grande / MS
A Polícia Federal (PF) indiciou o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) pelos crimes de calúnia e difamação após ele ter criticado o delegado Fábio Schor durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados.
Em agosto deste ano, a PF instaurou investigação sobre a conduta do deputado após um discurso feito por ele, no dia 14 de agosto, no qual chamou o delegado Fábio Shor de “abusador de autoridade”.
Shor é responsável por investigações ligadas ao ministro Alexandre de Moraes, incluindo o caso da prisão do ex-assessor da Presidência Filipe Martins e a acusação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter se apropriado de presentes destinados ao Estado.
Para a PF, no entanto, Hattem extrapolou o direito à liberdade de expressão e à imunidade parlamentar.
No início de novembro, o líder da oposiçaõ, Rogério Marinho (PL-RN), faz coro às denúncias do deputado do Novo e diz acreditar que a prisão de Filipe Martins foi fundamentada em dados falsos, incluindo a suposta fuga do Brasil no final de 2022.
Segundo o parlamentar, a informação foi “amplamente refutada” por documentos oficiais e geolocalização. À PGR, o senador solicitou uma apuração sobre possíveis infrações cometidas pelo delegado, que podem configurar crime doloso ou, no mínimo, uma grave infração disciplinar.
Com o apoio de parlamentares da oposição ao governo Lula, Hattem e Marinho conversaram com integrantes da PGR para tentar conter o ímpeto da Polícia Federal.
“Apesar de ser eu a vítima, nesse processo principal, eu não considero que a defesa seja minha. A defesa é da democracia”, disse o parlamentar após a reunião com Paulo Gonet.
E acrescentou: “Eu tenho, na verdade, a oportunidade que Deus me deu, e os meus eleitores do estado do Rio Grande do sul, de defender a última trincheira do mandato parlamentar que é o uso da tribuna, sem ter quaisquer receios de retaliação”.
FONTE: O Antagonista
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