26/06/2017 às 19h11
Redação
Campo Grande / MS
A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira que o presidente Michel Temer praticou o crime de obstrução de Justiça ao “incentivar” a manutenção de “pagamentos ilegítimos” pela JBS ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e por não ter acionado as autoridades competentes ao ouvir o empresário Joesley Batista dizer que estava “comprando” procuradores e juízes para obter benefícios em investigações das quais era alvo. As constatações se baseiam na conversa travada entre Joesley e Temer num encontro não oficial ocorrido na noite do dia 7 de março, no Palácio do Jaburu. O executivo gravou secretamente o diálo e entregou o áudio à Procuradoria-Geral da República para conseguir fechar o acordo de delação premiada que, no fim, lhe concedeu perdão para todos os delitos confessados até aquele momento.
O áudio foi periciado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia, que concluiu que não houve edições no áudio — a defesa de Temer questionava a integridade dos arquivos apresentados por Joesley. O laudo foi incluído no inquérito que investiga o presidente pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, aberto a partir das delações premiadas de executivos do Grupo J&F.
FONTE: Eduardo Gonçalves
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