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07/01/2025 às 10h03

Redação

Campo Grande / MS

Lula usa 8 de janeiro de forma oportunista, diz líder da oposição
O Palácio do Planalto pretende fazer uma solenidade nesta quarta-feira para relembrar o quebra-quebra na Praça dos Três Poderes
Lula usa 8 de janeiro de forma oportunista, diz líder da oposição
Foto Arquivo

O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), novo líder da oposição na Câmara, criticou a exploração política dos atos de 8 de janeiro por integrantes do Palácio do Planalto. Para ele, um governo que apoia ditadores como Nicolás Maduro não pode reivindicar bandeiras como a defesa da democracia.


“Em 8 de janeiro de 2023, um episódio de depredações e invasões nos principais edifícios dos três poderes em Brasília foi imediatamente rotulado pelo governo Lula como uma tentativa de golpe de Estado”, disse Zucco.


Ao transformar essa data em uma celebração, o governo tenta construir uma narrativa oportunista de ‘ameaça à democracia’. Esse discurso distorcido serve para justificar o cerceamento da liberdade de expressão, a criminalização de civis e a prisão sem julgamento, incluindo idosos”, acrescentou o parlamentar.


8 de janeiro: uma narrativa seletiva


“[Essa é] Uma narrativa contraditória e seletiva, vale ressaltar. Como pode um governo que se autointitula defensor da democracia apoiar regimes autoritários como o de Nicolás Maduro, cuja reeleição é amplamente questionada? Esse falso discurso de defesa da democracia tem como único objetivo deslegitimar quem se opõe ao governo e espalhar a ideia de que o Brasil corre o risco de ser governado por ‘antidemocratas’”, acrescentou o deputado.


Como mostramos, o Palácio do Planalto pretende fazer uma solenidade nesta quarta-feira para relembrar o quebra-quebra na Praça dos Três Poderes. Foram chamados ministros do Poder Executivo, integrantes de cortes superiores, governadores e representantes da sociedade civil.


Uma ‘festa’ esvaziada


Mas a ‘festa’ tende a ser esvaziada. Apenas aliados do ex-presidente confirmaram presença até o momento. Adversários como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o de Goiás, Ronaldo Caiado, não devem ir ao ato. Todos sabem que o Executivo pretende explorar politicamente o episódio.


“O governo Lula precisa parar de insistir na falácia do golpe e encarar a realidade: os verdadeiros democratas defendem a justiça e a liberdade, não narrativas escancaradamente forjadas. A libertação imediata dos presos políticos do 8 de janeiro é uma medida urgente e inadiável para restaurar a credibilidade da democracia brasileira”, declara Zucco.

FONTE: O Antagonista

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