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13/01/2025 às 09h33

Redação

Campo Grande / MS

STF explica rapidez de informação sobre passaporte de Bolsonaro
Velocidade do noticiário sobre questionamentos de Moraes para a liberação do documento do ex-presidente levantaram suspeitas nas redes sociais
STF explica rapidez de informação sobre passaporte de Bolsonaro
Foto Arquivo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (foto) pediu ao ex-presidente Jair Bolsonaro uma comprovação formal do convite para comparecer à posse de Donald Trump como presidente do Estados Unidos, em 20 de janeiro.


Enquanto os aliados do ex-presidente interpretaram a demanda como um subterfúgio para inviabilizar a viagem de Bolsonaro sem precisar negar a devolução do passaporte, disseminou-se nas redes sociais outra desconfiança, de que a imprensa ficou sabendo antes da determinação.


"Das duas, uma…”, escreveu a vereadora de Porto Alegre Mariana Lescano (PP) em seu perfil no X, para levantar a suspeita:


“Moraes exigiu que Bolsonaro apresentasse o convite de Trump. E 127 segundos depois do documento ser publicado no STF, a Globo já divulgou o doc com matéria completa. Ou Moraes vazou pra Globo antes, ou a Globo tem jornalistas a frente do tempo e com bola de cristal. E aí, o que tu acha que aconteceu? Nós sabemos…”


STF se explica


O STF respondeu ao questionamento da vereadora por meio de seu perfil no X:


“Informamos que a decisão foi divulgada pela assessoria de imprensa do STF ao mesmo tempo para todos os veículos jornalísticos credenciados no Tribunal.”


A resposta veio cerca de 12 horas após a postagem da vereadora, e no domingo, 12, o que evidencia os esforços do STF para conter a disseminação de desinformação, pelo menos em relação ao tribunal.


Redes sociais


O STF reforçou sua atuação nas redes sociais e no site nas últimas semanas.


A atualização da página oficial do tribunal está muito mais ágil, e o Supremo tem se esforçado para rebater desinformação, inclusive de fake news que nem precisavam ser desmentidas, como o fato de o decano Gilmar Mendes ser formado em direito.


Por mais ridícula que possa soar em alguns momentos, essa estratégia de combater desinformação com informação é muito menos perigosa do que a que alguns minutos do tribunal pretendem fazer ao aumentar a rigidez do controle sobre as redes sociais.

FONTE: O Antagonista

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