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11/02/2025 às 10h44

Redação

Campo Grande / MS

Ministro que apontou irregularidades no Pé-de-Meia recebe oposição
Deputados reafirmam que governo cometeu crime de responsabilidade fiscal
Ministro que apontou irregularidades no Pé-de-Meia recebe oposição
Foto Divulgação

A oposição na Câmara dos Deputados, liderada pelo deputado Luciano Zucco (PL-RS), se reuniu na manhã desta terça-feira (25) com o ministro Augusto Nardes, relator do processo que questiona a exclusão dos recursos do programa Pé-de-Meia no Orçamento de 2025.


Ao sair da reunião, Zucco criticou a execução do programa, que sequer foi submetido a uma avaliação do Legislativo. Para o deputado, a medida configura um crime de responsabilidade fiscal. “Estamos diante de um crime de ressponsabilidade fiscal, estamos diante de uma pedalada, de um balãozinho no Congresso”, afirmou o líder da oposição.


Zucco convocou uma coletiva de imprensa, marcada para as 17h desta terça-feira, no Salão Verde da Câmara, para dar detalhes sobre a reunião.


Pedido de impeachment


A oposição está movimentando um pedido de impeachment do presidente Lula com base nas irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em relação ao Pé-de-Meia. Até o momento, 133 assinaturas já foram recolhidas.


Na denúncia por crime de responsabilidade, parlamentares liderados pelo deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), reforçam que o governo federal pagou R$ 3 bilhões para estudantes sem a autorização prévia do Congresso Nacional.


Pressão governista


Após o bloqueio dos recursos do programa, a oposição e o governo têm se reunido com Nardes para tratar da questão.


Na manhã anterior, Nardes havia se encontrado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir a situação. Após o encontro com Haddad, o ministro da Corte informou que o governo propôs a inclusão das despesas do Pé-de-Meia apenas no Orçamento de 2026.


“Na verdade, esse tema tem que passar pelo Congresso Nacional, e o próprio ministro admite que vai tentar regularizar em 2026. O problema é a questão do ano passado e deste ano, pois é aí que se encontra a necessidade de encontrar uma solução”, disse o ministro em entrevista ao jornal O Globo.

FONTE: Deborah Sena

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