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Campo grande

18/02/2025 às 21h58 - atualizada em 18/02/2025 às 22h04

Redação

Campo Grande / MS

Feminicídio de jornalista mobiliza Poder Público a aprimorar protocolos às mulheres
Executivo e Judiciário apresentaram à Assembleia Legislativa os planos para novas mudanças
Feminicídio de jornalista mobiliza Poder Público a aprimorar protocolos às mulheres
Foto Assessoria

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul está pronta para receber e aprovar projetos do Executivo e Judiciário que melhorem o acolhimento e a proteção das mulheres vitimas de violência doméstica, de acordo com o deputado Gerson Claro, presidente do Parlamento Estadual.


A morte da jornalista Vanessa Ricarte, vítima de feminicídio, vem levantando discussões sobre a estrutura de atendimento as vítimas.


“Claro que em apenas uma reunião não vamos conseguir resolver todo um contexto de problemas, questões culturais, de consciência, de educação e de segurança de uma sociedade, mas chegamos ao consenso sobre a necessidade de criação de adequações nos protocolos de atendimento frente”, destacou .


Entre as inovações que devem ser implementadas está a criação do Batalhão Maria da Penha, o  protocolo de atendimento será revisado para que  não seja mais da vítima a decisão sobre a necessidade de ser escoltada pela Polícia  quando for voltar pra casa após apresentar o boletim de ocorrência.  Também será discutida a possibilidade da Polícia Militar ter a prerrogativa de entregar os mandados judiciais, com ou sem acompanhamento do oficial de Justiça.


Nesta  terça-feira, Gerson coordenou uma reunião na Sala da Presidência com representantes da Secretaria de Justiça e Segurança Pública Ministério Público, Judiciário e Defensoria Pública, para discutir novas medidas de combate à violência contra a mulher. 


O presidente da ALEMS  destacou que as políticas públicas e as polícias de Mato Grosso do Sul são das melhores do país,  mas isto não  invalida a necessidade de sempre buscar aperfeiçoamentos na perspectiva de ampliar a proteção da mulher. 


Em 2024, foram  registrados 20 mil boletins de ocorrência e 5 mil medidas protetivas concedidas. Somente agora em 2025 já  foram registrados 1.300 boletins de violência doméstica.

FONTE: Flávio Paes

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