27/02/2025 às 09h50
Redação
Campo Grande / MS
O Partido Novo protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) questionando a legalidade da emissão de passagens aéreas na classe executiva pelo governo Lula para a primeira-dama Janja durante viagem oficial a Roma, na Itália, no início de fevereiro.
“É inaceitável que o governo ignore a lei para bancar mordomias com o dinheiro do povo. A ilegalidade e a imoralidade desse caso são evidentes: Janja, deslumbrada com as regalias do poder, recebeu um benefício que não tem qualquer respaldo legal”, destacou a deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP).
De acordo com o documento encaminhado, a viagem de Janja, esposa do presidente Lula, teve um custo de R$ 34.100,00 apenas com a passagem de ida e volta na classe executiva.
A representação, assinada pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo/SP), Marcel van Hattem (Novo/RS), Gilson Marques (Novo/SC) e pelo senador Eduardo Girão (Novo/CE), aponta irregularidades e violação de normativas legais, como o Decreto nº 10.934/2022.
O decreto regulamenta a emissão de passagens aéreas pelo governo federal, restringindo o benefício da classe executiva apenas a ministros de Estado, servidores ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança de níveis FCE-17, CCE-17 ou CCE-18 e servidores que estejam substituindo ou representando essas autoridades.
O partido ressalta que Janja, classificada como “não servidora – colaboradora eventual” no Painel de Viagens do Governo Federal, não se enquadra em nenhuma das categorias previstas para o uso da classe executiva.
FONTE: Mael Vale
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