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Política

27/02/2025 às 19h52

Redação

Campo Grande / MS

De olho em 2026, Centrão ensaia desembarque do governo Lula
A mudança de postura começou a ser avaliada após a divulgação de levantamentos que mediram o mau humor do eleitor em relação ao petista
De olho em 2026, Centrão ensaia desembarque do governo Lula
Foto José Cruz

De olho no cenário eleitoral de 2026, integrantes de partidos como o PSD, Republicanos e até MDB já ensaiam um desembarque completo da base do governo Lula.


Conforme apurou O Antagonista, a mudança de postura começou a ser avaliada nesta semana após a divulgação de dois levantamentos importantes que mediram o mau humor do eleitor em relação ao petista.


Segundo pesquisa CNT/MDA, a avaliação negativa relacionada ao governo do petista subiu de 31% para 44% desde novembro. A avaliação positiva caiu de 35% para 29%, e a avaliação regular foi de 32% para 26%.


A avaliação negativa de Lula é pior do que a do antecessor, Jair Bolsonaro, a esta altura do governo. O ex-presidente tinha 39% de avaliação negativa no início do terceiro ano de governo e 33% de positiva.


Já pesquisa Genial/Quaest revelou que a desaprovação do presidente Lula superou numericamente a aprovação até nos estados do Nordeste, onde o petista tinha mais apoio. Na Bahia, estado governado pelo petista Jerônimo Rodrigues, Lula é reprovado por 51% dos entrevistados, ante 47% que o aprovam e 2% que não responderam. Em Pernambuco, o outro estado do Nordeste no qual o levantamento foi realizado, Lula é desaprovado por 50% e aprovado por 49%.


Os números chamaram a atenção de integrantes do Centrão tanto na Câmara quanto no Senado. E o sentimento que se tem hoje, conforme apurou este portal, é que parlamentares de partidos menos alinhados com o Palácio do Planalto defendem um descolamento urgente da imagem de Lula.


Na avaliação de três cardeais do Centrão ouvidos pela reportagem, Lula, só por milagre, conseguirá recuperar a popularidade nos próximos meses. Para eles, a falta de espaço para gastos públicos aliado ao fato de que qualquer política expansionista de gastos pode ter efeito justamente contrário ao que o governo espera. Para eles, ao apostar na expansão do gasto público, o governo pode fomentar um fluxo inflacionário que é a pedra no sapato do governo federal neste momento.

FONTE: Wilson Lima

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