01/03/2025 às 10h57
Redação
Campo Grande / MS
A classe política recebeu com estupefação Gleisi Hoffmann no Ministério de Relações Institucionais, cujo papel é articular bom relacionamento do governo com o Congresso. Temperamental, do tipo que trata mal aliados e adversários igualitariamente, Gleisi não articulou nem a união do PT, que preside há 8 anos. Lula bota “fogo no parquinho” da articulação do governo, expondo sua dificuldade de encontrar quem aceitasse o cargo. Isolado, perde chance de ouro de “ciscar para dentro” e ampliar alianças.
Impressiona o isolamento de Lula, que já não conversa sobre decisões. Consulta apenas a Janja e eventualmente a Rui Costa (Casa Civil).
Sem opções e sob domínio da lacração, Lula acatou o buzinaço de Janja no seu ouvido: “compensar” com Gleisi a demissão da terceira ministra.
Jaques Wagner (BA) e José Guimarães (CE), do PT, civilizados no trato e adequados à tarefa, nunca foram levados a sério por Lula para o cargo.
Criado por Lula em 2005, o ministério foi chefiado por políticos hábeis, como o próprio Wagner, Walfrido dos Mares Guia e José Mucio Monteiro.
FONTE: Cláudio Humberto
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