20/03/2025 às 11h26
Redação
Campo Grande / MS
O senador Sergio Moro (União-PR) ironizou nesta quinta-feira, 20, o ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula, Ricardo Lewandowski, por dizer que “a polícia prende mal e o Judiciário é obrigado a soltar”.
“Falou o ministro que foi campeão em soltar presos no STF. Falta, sim, mais firmeza por parte do Judiciário (não de todos os juízes), além de firmeza do Governo Lula que defende desencarceramento em massa (o que chamam de Pena Justa)”, escreveu o senador no X.
Moro já havia destacado na rede social o impacto das audiências de custódia na impunidade.
“A audiência de custódia virou uma porta giratória para criminosos habituais e um símbolo da impunidade. Já aprovamos no Senado o PL 226/2024 que restringe solturas nessas audiências. Falta a votação na Câmara. É um projeto estratégico e muito importante para a segurança pública”, afirmou.
Na mesma postagem, o ex-juiz da Lava Jato compartilhou um vídeo da participação da porta-voz da Polícia Militar de São Paulo, Capitã Jaqueline, em um programa de TV, no qual ela apresentou a ficha criminal de um indivíduo preso 16 vezes e solto repetidamente. A policial ressaltou a reincidência como um dos maiores desafios enfrentados pela corporação.
Lewandowski transfere a responsabilidade
A fala de Lewandowski, que veio à tona em meio à repercussão deste vídeo, ocorreu em resposta a críticas sobre o papel do Poder Judiciário durante uma palestra sobre o impacto da PEC da Segurança Pública nos setores de comércio e serviços.
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (entre 2006 e 2023), que ajudou a blindar seu padrinho e agora chefe Lula contra a Lava Jato, acusou a instituição policial de prender sem provas e dados concretos, alegando que, se as prisões fossem feitas de forma técnica, com dados e indícios probatórios, os infratores dificilmente seriam soltos.
“É claro que nós temos que aperfeiçoar isso, nenhum juiz soltará um criminoso. Ele não está lá para soltar, ele está lá para fazer justiça. […] A polícia tem que prender melhor”, afirmou, transferindo a responsabilidade.
O ministro defendeu a PEC do governo Lula como um avanço no combate ao crime, mas governadores e parlamentares da oposição criticam a iniciativa, alertando para riscos de interferência da União na autonomia dos estados.
Já Lula, como mostramos, mudou seu discurso sobre ladrões de celular, em meio à queda de popularidade e à crescente preocupação da população com a segurança pública.
FONTE: O Antagonista
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