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25/03/2025 às 09h01 - atualizada em 25/03/2025 às 09h22

Redação

Campo Grande / MS

Empresa rio-verdense inspira cultura no Mato Grosso do Sul
A faixa pantaneira já tem seu público específico, e o produto chega com força no Rio Grande do Sul, onde adorna a cintura do pessoal que faz cavalgada
Empresa rio-verdense inspira cultura no Mato Grosso do Sul
Fotos Divulgação

A 17º edição da Semana do Artesão, em Campo Grande/MS, realizada de 18 a 25 de março, no Armazém Cultural, expõe ações que proporcionam aos artesãos e às micro e pequenas empresas participantes, a ampliação do acesso ao mercado e a valorização do artesanato regional, além de realizar um intercâmbio cultural com o público do evento.


Marcou presença no evento a empresa 100% rio-verdense Inspiraê, das amigas Ana Mirian e Selma Brito.


A reportagem de a Folha do Norte do MS foi até o Armazém Cultural conversar um pouco com a designer Selma Brito e conhecer um pouco da história da Inspiraê.


A estilista contou que tinha um ateliê voltado ao segmento infantil e outros produtos, mas que, no ano de 2017, ficou “mais bonitinho”.


Foi no período pós-pandemia que surgiu a faixa pantaneira, carro-chefe da Inspiraê, quando a Comunidade de Kolping de Rio Verde abriu um curso da trama - técnica de artesanato milenar que pode ser usada para fazer tapetes, cortinas e artigos de moda.


“Entrei no desafio, fiz o curso para aprender a fazer a faixa pantaneira, me apaixonei pelas cores, e durante o curso tomei a decisão: vou colocar isso em todos os nossos produtos. Era a pegada cultural que faltava ao ateliê”, diz Selma Brito.


O governador Eduardo Riedel conheceu as faixas pantaneiras no estande da Inspiraê


A história


A designer lembra que o nome Inspiraê é fruto das histórias dos clientes que a procurava para adquirir determinado artesanato.


“Esse feed back que temos com o cliente é para se inspirar mesmo, ver o que o cliente quer, o que está na mente dele, e nós vamos atrás do retorno sobre o produto esperado, daí o nome Inspiraê”, conta Selma.


Hoje a faixa pantaneira já tem seu público específico, e o produto rio-verdense chega com força no Rio Grande do Sul, onde adorna a cintura do pessoal que faz cavalgada.


As faixas de 2 a 15 centímetros são feitas em Rio Verde de forma 100% manual


“Já no MS, reinventamos a faixa em várias formas como no chapéu, alças nas bolsas femininas e fotográficas. O público que temos para a faixa pantaneira é geral, até o jovem usa uma bolsa com faixa. Então concluo que hoje atingimos todos os segmentos”, pontua Selma Brito, lembrando que todas as faixas de 2 a 15 centímetros são feitas em Rio Verde de forma 100% manual e que a demanda é muito alta.


Sobre o futuro da faixa pantaneira a designer espera o melhor pela qualidade de um produto que chama a atenção e as pessoas gostam.


Parceria


A parceria de Selma Brito com Ana Mirian tem levado o nome de Rio Verde a todo o Estado através da Inspiraê.


“A presença da Ana Mirian na Inspiraê é 100%. Ela cuida da gestão e eu da produção e somos muito felizes. Por enquanto a empresa está dando passo a passo para novas conquistas e a boa aceitação no estado inspira-nos a alçar novos ares”, conclui.


Ana Mirian e Selma Brito, empresárias de sucesso que projetam o nome de Rio Verde no mundo do artesanto


Na Semana do Artesão os produtos da Inspiraê foram expostos em Feiras na Capital e na cidade de Bonito e na próxima semana no evento do SEBRAE, Delas Day, na Galeria do Shopping dos Ipês.

FONTE: Luiz Carlos Atagiba

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