25/03/2025 às 19h26
Redação
Campo Grande / MS
Durante o julgamento, pela 1ª turma do STF, da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras sete pessoas acusadas de tentativa de golpe de Estado em 2022, o advogado Demóstenes Torres, ao defender o almirante da reserva Almir Garnier Santos, ironizou trecho da denúncia da PGR.
Segundo a denúncia, o então comandante da Marinha teria anuído ao suposto plano golpista ao permanecer em silêncio diante da proposta do então ministro da Defesa.
Para Torres, a peça acusatória não esclarece de que forma seu cliente teria influenciado os demais comandantes militares, como afirma a Procuradoria.
“Ministro da Defesa reúne os três comandantes, e Garnier, segundo a PGR, anuiu ao golpe. Mas, anuiu como? Ficou calado. […] E mais: ele teria entrado na organização criminosa, segundo a PGR, para influenciar os demais. E como é que alguém entra em algo para influenciar os demais e permanece calado? Qual o método que ele teria utilizado para convencer os demais? Telepatia? Porque ele ficou calado. E ele ficar em silêncio, pressupõe que ele é culpado?”
FONTE: Direita Online
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