13/04/2025 às 10h03 - atualizada em 13/04/2025 às 10h14
Redação
Campo Grande / MS
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passa por uma cirurgia na manhã deste domingo, 13, para tratar uma obstrução intestinal, no hospital DF Star, em Brasília. O procedimento foi confirmado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
A nova operação é consequência da facada que sofreu em setembro de 2018, durante a campanha presidencial.
“Ao meu lado o bispo JB Carvalho e bons médicos e enfermeiros. Se Deus quiser, tudo ocorrerá bem”, escreveu o ex-presidente em mensagem enviada a aliados no WhatsApp, pouco antes da cirurgia.
Bolsonaro foi internado às pressas na sexta-feira, 11, após sentir fortes dores abdominais enquanto participava de um evento do PL no interior do Rio Grande do Norte. Ele foi transferido de helicóptero para Natal e, no sábado, 12, viajou em um avião com estrutura de UTI para Brasília.
No X, o ex-presidente descreveu o episódio como o “quadro mais grave desde o atentado que quase me tirou a vida”.
Ele deixou o hospital em Natal andando, com um pequeno tubo no nariz e amparado por dois auxiliares.
“Cirurgia bem extensa”
Segundo o médico Leandro Echenique, que acompanha o caso, o procedimento é uma cirurgia aberta para corrigir a obstrução nas alças intestinais e substituir uma tela colocada em intervenções anteriores.
“É uma cirurgia aberta, que vai corrigir essa parte da obstrução das alças. Vai tirar a tela que ele tem, recolocar, então vai ser feita [a desobstrução]. Então é uma cirurgia bem extensa. Veja bem, é um abdome que já foi muito manipulado, desde 2018, quando ocorreu a facada”, disse Echenique na noite de sábado.
“Ele está confortável, mas o quadro abdominal não melhorou. Nos demais aspectos, como pressão e frequência cardíaca, está estável”, acrescentou o médico.
A equipe médica continuará monitorando Bolsonaro durante o pós-operatório.
A obstrução intestinal é uma das sequelas do atentado que o ex-presidente sofreu em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral de 2018. Desde então, ele já passou por pelo menos quatro cirurgias abdominais.
FONTE: O Antagonista
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