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26/05/2025 às 11h48

Redação

Campo Grande / MS

Motta manda recado a Lula: “O Brasil não precisa de mais imposto”
"O Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar", diz presidente da Câmara
Motta manda recado a Lula: “O Brasil não precisa de mais imposto”
Foto Arquivo

O presidente da Câmara, Hugo Motta (à direita na foto), mandou um recado público contundente a Lula (à esquerda na foto) na manhã desta segunda-feira, 26.


“Bom dia e boa semana! Lembrando o que disse logo que assumi: o Estado não gera riqueza – consome. E quem paga essa conta é a sociedade”, disse Motta em seu perfil no X.


“A Câmara tem sido parceira do Brasil ajudando a aprovar os bons projetos que chegam do Executivo e assim continuaremos. Mas quem gasta mais do que arrecada não é vítima, é autor”, seguiu o presidente da Câmara na mensagem.


Na quinta-feira, 22, a equipe econômica do governo anunciou aumento nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e voltou atrás de parte do decreto horas depois, após alertas sobre as consequências da medida para investimentos de brasileiros em fundos no exterior.


“O Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar. O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício. Vamos trabalhar sempre em harmonia e em defesa dos interesses do país”, finalizou Motta.


Pressão na Câmara


Como revelou o portal O Antagonista, líderes parlamentares defendem uma reação a Lula, que excluiu os partidos do Centrão da reforma ministerial iniciada em janeiro e que deve ser concluída nos próximos dias.


Entre as estratégias está convencer Motta a pautar a urgência de votação de pelo menos um dos vários projetos de decretos legislativos apresentados desde sexta-feira,23, para sustar a norma do governo federal que aumentou as principais alíquotas do IOF.


Aproximadamente 15 deputados apresentaram propostas para revogar as mudanças instituídas pelo Ministério da Fazenda.


Algumas frentes, como a Frente Parlamentar do Comércio e Serviço (FCS) e a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), reagiram negativamente à alta do IOF.

FONTE: O Antagonista

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