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27/05/2025 às 10h41

Redação

Campo Grande / MS

Zucco quer urgência para votar PDL que derruba aumento do IOF
Oposição articula apoio para derrotar planos do governo
Zucco quer urgência para votar PDL que derruba aumento do IOF
Foto Arquivo

O líder da oposição na Câmara, deputado federal Zucco (PL-RS), protocolou nesta segunda-feira (26) um pedido de urgência para que o Projeto de Decreto Legislativo (PDL), que suspende o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seja votado imediatamente pelo plenário.


– O anúncio do aumento do IOF, feito de forma unilateral e por decreto pelo governo Lula, é um completo desrespeito ao Congresso Nacional e, principalmente, à sociedade brasileira – afirmou Zucco.


Segundo o parlamentar, a medida é inaceitável, principalmente no momento em que o Congresso trabalha na regulamentação da reforma tributária.


O parlamentar ainda criticou duramente a decisão do governo.


– O governo não pode continuar tapando o rombo dos seus próprios erros com mais carga tributária sobre quem trabalha, empreende e produz – declarou.


Zucco informou que já está em diálogo com líderes partidários e que irá procurar pessoalmente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pressionar pela votação urgente.


– Nossa posição é firme e inegociável: tolerância zero com aumento de impostos – garantiu.


Ele reforçou que a oposição está mobilizada para barrar o decreto e disse que a “sociedade não vai pagar pela incompetência de um governo que não consegue cortar gastos e vive aumentando despesas, sufocando quem produz”.


O aumento do IOF foi anunciado na semana passada, mas após forte reação do mercado e de parlamentares, o governo recuou em parte da medida. Foram mantidas as altas sobre cartões internacionais, crédito para empresas, previdência privada (VGBL) e empréstimos externos de curto prazo.


Por outro lado, foi cancelada a cobrança sobre investimentos de fundos brasileiros no exterior e mantida a alíquota reduzida de 1,1% nas remessas de pessoas físicas para investimentos fora do país. Mesmo assim, a oposição defende que todo o decreto seja derrubado.

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