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28/05/2025 às 08h08

Redação

Campo Grande / MS

Congresso tem 19 projetos para derrubar aumento do IOF
PL e Novo concentram maioria das propostas, mas partidos da base aliada como União Brasil, MDB e Solidariedade também assinam textos
Congresso tem 19 projetos para derrubar aumento do IOF
Foto Arquivo

Desde o anúncio do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) pelo governo federal na última quinta-feira (22), parlamentares da Câmara dos Deputados e do Senado protocolaram 19 projetos com o objetivo de sustar os efeitos da medida.


Até esta terça-feira (27), 18 desses projetos foram apresentados na Câmara e 1 no Senado, este último pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).


A maior parte das propostas partiu da oposição, especialmente dos partidos PL e Novo, que assinam 15 dos projetos. No entanto, textos também foram apresentados por parlamentares de siglas da base governista, como União Brasil, MDB e Solidariedade.


Todas as propostas aguardam análise e despacho dos presidentes das Casas Legislativas, Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), no Senado.


O governo chegou a recuar parcialmente após criticas e a reação negativa do mercado, revogando a elevação de alíquotas sobre transferências de fundos nacionais para o exterior e sobre remessas para investimentos fora do país.


Apesar disso, manteve o aumento de 1,1% para 3,5% na compra de moeda estrangeira em espécie por pessoas físicas, além de estabelecer alíquota de 5% para aportes acima de R$ 50 mil em planos VGBL e previdência privada.


A justificativa do Executivo para as mudanças é a necessidade de arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que levará à reunião de líderes na quarta-feira (28) o projeto protocolado pelo deputado Zucco (PL-RS).


Zucco (PL-RS) em sua justificativa afirmou que o IOF não deve ter finalidade arrecadatória, sendo sua função principal a regulação econômica.


“O IOF, porém, é um imposto extrafiscal que somente pode ser utilizado como instrumento para controle da política econômica, inadmitindo o desejado feitio arrecadatório. Destarte, o decreto do governo é inoportuno e inconstitucional, devendo ser imediatamente sustado pelo Parlamento”, disse o deputado.

FONTE: Camile Soares

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