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Política

29/05/2025 às 10h14

Redação

Campo Grande / MS

“O clima é para derrubada do decreto do IOF”, diz Motta
"Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF", diz presidente da Câmara
“O clima é para derrubada do decreto do IOF”, diz Motta
Foto Arquivo

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB, foto), disse nesta quinta-feira, 29, que informou ao governo Lula que “o clima é para derrubada do decreto do IOF na Câmara”.


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com Motta e Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, para tentar convencê-los a não derrubar o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas o esforço foi em vão, como tinha antecipado O Antagonista.


Na perspectiva dos parlamentares, cabe ao governo Lula apresentar uma planilha estrutural de corte de gastos, algo que o Palácio do Planalto resiste em fazer. Tanto Alcolumbre quanto Motta reforçaram a Haddad que o Congresso tem os votos necessários para se revogar a medida do governo.


“O clima é para derrubada”


“Ontem à noite me reuni, ao lado do presidente Davi Alcolumbre, com o ministro Fernando Haddad, a ministra Gleisi Hoffmann e líderes. Reforcei a insatisfação geral dos deputados com a proposta de aumento de imposto do gov federal. E relatei que o clima é para derrubada do decreto do IOF na Câmara”, disse Motta em seu perfil no X.


Segundo o presidente da Câmara, o governo deve buscar uma plano alternativo:


“Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF. Algo que seja duradouro, consistente e que evite as gambiarras tributárias só para aumentar a arrecadação, prejudicando o país.”


"Patamar bastante delicado”


Ao tentar convencer os parlamentares, Haddad disse que, sem o aumento no IOF, “nós ficaremos num patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública do Estado brasileiro”.


Mas o responsável por isso é Lula, que não demonstrou nenhuma preocupação com o equilíbrio fiscal do governo e, recentemente, dobrou a posta nos gastos irresponsáveis, na tentativa de recuperar a popularidade perdida.

FONTE: O Antagonista

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