Sexta, 12 de junho de 2026
(67) 9-9959-0792
Política

29/05/2025 às 11h54

Redação

Campo Grande / MS

Motta e Alcolumbre dão 10 dias para governo derrubar IOF
“Temos de ter algo estruturante e não gambiarras a toda hora para aumentar a arrecadação", defendeu Motta
Motta e Alcolumbre dão 10 dias para governo derrubar IOF
Foto Fábio Rodrigues Pozzebom

Os presidentes do Parlamento, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), estabeleceram um prazo de até 10 dias para o ministro da Fazenda recuar no aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Eles defendem que a equipe econômica crie medidas “estruturantes, e não gambiarras a toda hora para aumentar a arrecadação”.


Segundo informações do Poder360, a resolução ocorreu na noite desta quarta-feira (28), durante reunião na residência oficial do presidente da Câmara, Hugo Motta. Na ocasião, foi decidido que, caso o governo não derrube o aumento do IOF até a semana de 9 de junho, o Congresso votará um projeto de decreto legislativo que anula a medida.


Estavam presentes no encontro o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, a ministra das Relações Institucionais do Palácio do Planalto, Gleisi Hoffmann (PT), o líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), o líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) e o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).


“AMPLA INSATISFAÇÃO”
Em entrevista ao veículo de imprensa, Motta relatou o teor da conversa. De acordo com ele, foi dito à equipe econômica que há “ampla insatisfação com a medida” e que ela chegou em um “momento em que há um esgotamento para haver aumento de tributos, depois de tantas já adotadas pelo governo”.


– Nós dissemos que, para não dizer que não queremos colaborar com o governo, que vamos dar um prazo para que a equipe econômica estude alternativas. Em 10 dias eles podem nos apresentar uma alternativa. Não queremos atrapalhar, mas precisamos de uma solução. Serão uns 10 dias de espera – estimou Motta.


O presidente da Câmara disse que a conversa foi “respeitosa, como sempre deve ser”. Nela, os líderes do Congresso defenderam rever as “isenções fiscais”, “discutir a vinculação de receita” e “votar a reforma administrativa”.


Ele ainda reconheceu a taxação de casas de aposta e fintechs como uma alternativa ao aumento do IOF, mas nenhuma delas foi vista como solução pela equipe de Haddad.


– Tem bets. Tem fintechs. A Febraban [Federação Brasileira de Bancos] trouxe uma série de medidas dessa natureza para nós. As fintechs pagam menos impostos que os bancos, segundo a Febraban. É aquele negócio: quando aperta a CSLL [Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, imposto pago pelos bancos] e são chamados para dividir a conta aí procuram outros atores para dividir a parte que lhes cabe – pontuou.

FONTE: Thamirys Andrade

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
Facebook
© Copyright 2026 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium