31/05/2025 às 10h04
Redação
Campo Grande / MS
Sem saber como resolver a ameaça do Congresso de derrubar o aumento do IOF, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, colocou sob a mesa a possibilidade de rever a isenção do Imposto de Renda. Como isso é promessa de campanha do chefe Lula, por ora, o assunto é até proibido no ministério. Haddad mandou os auxiliares se virarem com um pente-fino em subsídios e isenções tributárias, como Zona Franca de Manaus e setores do Agronegócio.
Cálculos da própria Fazenda apontam que a isenção do Imposto de Renda para R$5 mil pode custar ao governo cerca de R$27 bilhões.
A ideia é rebaixar esse valor e tentar dividir a culpa com o Congresso. O aumento do IOF renderia um extra de cerca de R$20 bilhões.
Além de Lula não topar a revisão, outro problema da opção é o relator da proposta: Arthur Lira (PP-AL), influente na Câmara, sempre sensível.
Haddad quer evitar outro vexame. Na Fazenda, sempre é lembrada a desgastante queda do decreto sobre o saneamento básico, em 2023.
FONTE: Cláudio Humberto
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