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10/06/2025 às 10h00

Redação

Campo Grande / MS

Garnier nega ter colocado tropas à disposição de Bolsonaro
"Senhor ministro, eu nunca usei essa expressão", disse o almirante ao ser questionado por Fux
Garnier nega ter colocado tropas à disposição de Bolsonaro
Foto Fellipe Sampaio/STF

O almirante Almir Garnier dos Santos (foto) negou nesta terça-feira, 10, em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), que tenha colocado suas tropas à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para um possível golpe de Estado.


Questionado pelo ministro Luiz Fux, Garnier disse:


“Senhor ministro, eu nunca usei essa expressão.”


Em depoimento, o ex-comandante da Aeronáutica Carlos Almeida Baptista Junior afirmou que o ex-chefe da Marinha colocou as tropas da força “à disposição” de Bolsonaro.


O brigadeiro também afirmou que ele e o ex-comandante do Exército, Freire Gomes, eram contrários às intenções do ex-presidente.


Segundo Baptista Junior, Garnier tinha uma posição isolada.


“O presidente abriu a palavra para nós”


No depoimento, o ministro Alexandre de Moraes perguntou ao almirante se ele teria se manifestado favoravelmente à trama golpista em reunião com Bolsonaro, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e os chefes do Exército e da Marinha.


Garnier negou.


“Não houve deliberações nem o presidente abriu a palavra para nós. Ele fez as considerações dele, pareciam mais preocupações e análises de possibilidades do que propriamente uma intenção de conduzir alguma coisa em determinada direção”, afirmou.


Minuta golpista


Questionado sobre a minuta golpista, o almirante disse o seguinte:


“Eu não vi minuta, ministro. Eu vi uma apresentação na tela de um computador. Havia um telão, onde algumas informações eram apresentadas na tela. Eu não recebi… Quando o senhor fala minuta, eu penso em papel, em um documento que lhe é entregue. Eu não recebi esse tipo de documento".


Segundo Garnier, o conteúdo apresentado na tela “dizia respeito a pressão popular nas ruas, considerando que há insatisfação, que há pessoas na porta dos quartéis, havia alguma coisa talvez já de caminhoneiros, e havia também algumas considerações acerca, talvez, do processo eleitoral, alguma coisa ligada à forma como algumas questões eleitorais aconteceram”.

FONTE: O Antagonista

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