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Brasil

13/06/2025 às 20h55

Redação

Campo Grande / MS

Moraes pede à Meta dados de perfis supostamente usados por Cid
Ministro determinou a preservação de todo o conteúdo de dois perfis que teriam sido usados pelo tenente-coronel
Moraes pede à Meta dados de perfis supostamente usados por Cid
Foto Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 13, que a empresa Meta envie, em até 24h, dados sobre o cadastro dos perfis “@gabrielar702” e “Gabriela R”, supostamente usados pelo tenente-coronel Mauro Cid para conversar com contatos sobre sua colaboração premiada.


Na decisão, Moraes pede à big techs que preserve a integralidade dos conteúdos dos perfis alvos de investigações.


A investigação foi feito pelos advogados de Mauro Cid, após uma reportagem da Veja sobre supostas conversas do tenente-coronel afirmando que se sentiu pressionado pela Polícia Federal (PF) em seus depoimentos.


“Trata-se, portanto, sem sombra de dúvida, de uma falsidade grotesca e produzida para servir de prova no processo penal, sujeita, em tese, a sanções previstas no art. 347, § único, do Código Penal”, diz trecho da petição.Depoimento à PF


Em depoimento à PF, Cid negou estar planejando uma fuga do Brasil.


Na oitiva, o tenente-coronel disse aos policiais que não tinha conhecimento de nenhum pedido de passaporte português feito em seu nome.


Além disso, o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou desconhecer as mensagens atribuída a ele sobre os depoimentos anteriores.


Conforme apurou O Antagonista, Cid foi alvo de busca e apreensão, em decorrência da investigação que apura uma suposta tentativa de obstrução de Justiça por parte do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado.


De representação apresentada pela PGR, em 12 de maio, Machado esteve no consulado Portugal no Recife (PE) para viabilizar um passaporte para Cid deixar o país.


Além disso, a PGR suspeita que a campanha de arrecadação de fundos, criada pelo ex-ministro sob pretexto de ajudar Bolsonaro, teria como real finalidade financiar a saída de Cid do Brasil.


A PF decidiu instaurar uma nova investigação sobre a conduta de Mauro Cid após ter conhecimento de que, em 30 de maio, os pais do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Agnes Barbosa Cid e Mauro Lourena Cid e a esposa, Gabriela Santiago Ribeiro Cid viajaram para os Estados Unidos.

FONTE: O Antagonista

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