14/06/2025 às 10h02 - atualizada em 14/06/2025 às 10h12
Redação
Campo Grande / MS
O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, criticou a falta de freio nos gastos públicos do governo do presidente Lula (PT) e a perda de sentido de programas sociais de transferência de renda que estariam chegado ao limite de prejudicar a economia e o crescimento do país. O alerta foi feito em artigo publicado nesta sexta-feira (13), no jornal O Globo, pontuando que não há mais espaço para tantos gastos públicos. E adverte que 12 estados brasileiros já têm mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.
Ao citar barreiras que contribuem para um Custo Brasil estimado em R$ 1,7 trilhão por ano, Alban defendeu que indústria volte a ser protagonista para o Brasil rumar para o crescimento econômico e a melhora da qualidade de vida dos brasileiros, com geração de emprego e de renda.
“Os setores econômicos enfrentam um momento turbulento e extremamente difícil no país, com falta de gente para trabalhar, juros altos, preço da energia exorbitante, gastos públicos sem freio e custos excessivos para produzir. O Custo Brasil chegou a um nível em que a indústria brasileira cada vez menos consegue competir no mercado internacional. A consequência é que o nosso produto fica mais caro, o cidadão perde o poder de compra e vive cada vez mais dificuldades para se manter”, condenou o presidente da CNI.
Mão de obra escassa
As cobranças que citam a necessidade de “colocar o trabalhador de volta no mercado formal de trabalho” ocorrem menos de duas semanas após a indústria ser o único dos três principais setores da economia a não crescer no 1 º trimestre de 2025, de acordo com a apuração do IBGE sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, no fim de maio.
“Já é possível notar um movimento de aumento do mercado formal, mas ainda estamos muito longe do caminho ideal. […] Enfrentamos uma crise sem precedentes de falta de mão de obra em nossas fábricas, embora estejamos num momento de alta do emprego. Precisamos de muito mais trabalhador formal do que a quantidade que temos hoje”, apelou.
FONTE: Davi Soares
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