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09/07/2025 às 09h58

Redação

Campo Grande / MS

STF tem ao menos 80 parlamentares na mira por suspeita de desvios em emendas
As apurações tramitam nos gabinetes de nove ministros da Corte; a maioria está sob relatoria do ministro Flávio DinoPelo menos 80 congressistas são alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de irregularidades envolvendo o repasse de emendas parlamentares. As apurações, instauradas a partir de diferentes denúncias, tramitam nos gabinetes de nove ministros da Corte. A maioria está sob relatoria do ministro Flávio Dino (foto). Também há investigações sob responsabilidade de magistrados como Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia. Os casos abrangem uma variedade de supostos crimes, entre eles fraude em indicações de obras em municípios do interior do país e corrupção eleitoral. Em vários episódios, o percentual de propina cobrado por operadores políticos varia entre 6% e 12%, conforme apurou O Antagonista. As apurações envolvem parlamentares de diferentes espectros da Câmara dos Deputados, incluindo nomes do chamado baixo clero e integrantes da cúpula da Casa. Um dos investigados é o líder do governo Lula na Casa, José Guimarães (PT-CE), suspeito de ter destinado recursos públicos a prefeituras do interior do Ceará, que teriam favorecido o grupo político do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 9. No caso de Júnior Mano, a PF afirma que o deputado exercia papel central em um esquema que incluía a compra de votos e o desvio de verbas públicas para empresas ligadas a aliados. Um dos operadores seria Carlos Alberto Queiroz, o Bebeto, eleito prefeito de Choró (CE) em 2023, mas impedido de assumir o cargo por decisão da Justiça Eleitoral. De acordo com os investigadores, Bebeto mantinha contato direto com Mano. O deputado Júnior Mano nega envolvimento no caso. Constrangimento parlamentar com avanço das investigações O avanço das investigações tem provocado reação no Congresso. Líderes partidários têm pressionado o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a adotar medidas de proteção aos parlamentares investigados. Em maio, a Casa aprovou a sustação de uma ação penal no STF contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A decisão é vista como um possível precedente para que outros parlamentares obtenham decisões semelhantes à medida que os inquéritos se multiplicam no Supremo.
STF tem ao menos 80 parlamentares na mira por suspeita de desvios em emendas
Foto Arquivo

Pelo menos 80 congressistas são alvos de inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeitas de irregularidades envolvendo o repasse de emendas parlamentares. As apurações, instauradas a partir de diferentes denúncias, tramitam nos gabinetes de nove ministros da Corte. A maioria está sob relatoria do ministro Flávio Dino.


Também há investigações sob responsabilidade de magistrados como Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Cármen Lúcia. Os casos abrangem uma variedade de supostos crimes, entre eles fraude em indicações de obras em municípios do interior do país e corrupção eleitoral. Em vários episódios, o percentual de propina cobrado por operadores políticos varia entre 6% e 12%


As apurações envolvem parlamentares de diferentes espectros da Câmara dos Deputados, incluindo nomes do chamado baixo clero e integrantes da cúpula da Casa. Um dos investigados é o líder do governo Lula na Casa, José Guimarães (PT-CE), suspeito de ter destinado recursos públicos a prefeituras do interior do Ceará, que teriam favorecido o grupo político do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira, 9.


No caso de Júnior Mano, a PF afirma que o deputado exercia papel central em um esquema que incluía a compra de votos e o desvio de verbas públicas para empresas ligadas a aliados. Um dos operadores seria Carlos Alberto Queiroz, o Bebeto, eleito prefeito de Choró (CE) em 2023, mas impedido de assumir o cargo por decisão da Justiça Eleitoral. De acordo com os investigadores, Bebeto mantinha contato direto com Mano. O deputado Júnior Mano nega envolvimento no caso.


Constrangimento parlamentar com avanço das investigações


O avanço das investigações tem provocado reação no Congresso. Líderes partidários têm pressionado o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a adotar medidas de proteção aos parlamentares investigados.


Em maio, a Casa aprovou a sustação de uma ação penal no STF contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), investigado no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado. A decisão é vista como um possível precedente para que outros parlamentares obtenham decisões semelhantes à medida que os inquéritos se multiplicam no Supremo.

FONTE: Wilson Lima

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