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15/07/2025 às 09h22

Redação

Campo Grande / MS

Nomeado por Lula e ligado a Gilmar, Gonet denuncia Bolsonaro e mais sete
Na denúncia mais previsível da história recente, PGR acusa grupo de suposta "tentativa de golpe de Estado"
Nomeado por Lula e ligado a Gilmar, Gonet denuncia Bolsonaro e mais sete
Foto Antonio Augusto

O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, recomendou ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de “golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa”, exatamente nos termos do inquérito conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes antes mesmo da fase de coleta de provas e tomada de depoimentos.


Nomeado para o cargo por Lula e ligado ao ministro do STF Gilmar Mendes, por quem foi indicado, ambos hostis a Bolsonaro, Gonet apresentou as chamadas alegações finais mais previsíveis dos últimos tempos, apesar da gravidade das acusações.


Para ele, Bolsonaro liderou uma suposta “organização criminosa armada” voltada a desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção.


O posicionamento da PGR entrou no sistema do STF na noite de segunda-feira,14, às 23h46, e tem 517 páginas. A peça individualiza as responsabilidades e apresenta Bolsonaro como líder de toda trama, aquele que, “no exercício do cargo mais elevado da República, instrumentalizou o aparato estatal e operou, de forma dolosa, esquema persistente de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório”. Gonet pede a condenação do que ele chama de “núcleo crucial” do golpe.
Também foram denunciados por Gonet os seguintes ex-ministros, militares e aliados de Bolsonaro, como o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, o ex-ministro da Justiça e delegado da Polícia Federal Anderson Torres, o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional e um dos militares mais admirados da História das Forças Armadas, o general e ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice de Bolsonaro, Braga Netto, o general e ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o coronel Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente.


 

FONTE: Diário do Poder

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