04/08/2025 às 19h27
Redação
Campo Grande / MS
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após ele ter decretado a prisão domiciliar o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moraes também proibiu o ex-presidente da República de receber visitas, salvo seus advogados ou com autorização da Corte. Além disso, o integrante da Suprema Corte também proibiu Bolsonaro de usar aparelhos celulares. Pessoas eventualmente autorizadas a visitar o ex-presidente estão proibidas de tirar fotos ou fazer imagens de Bolsonaro.
"No mesmo o dia em que a Vaza Toga revela novos abusos de Alexandre de Moraes, o ministro volta a se exceder e decreta a prisão de Jair Bolsonaro — o maior líder político da história do Brasil. Coincidência? Evidente que não. Trata-se de uma cortina de fumaça para abafar as denúncias trazidas pelas reportagens investigativas”, disse Marinho.
“Vivemos há anos sob uma jurisprudência de exceções, marcada pela relativização de garantias fundamentais: juízo natural, devido processo legal, contraditório, ampla defesa, direitos da advocacia e inviolabilidade dos mandatos parlamentares”, acrescentou o parlamentar.
“Bolsonaro é alvo de um processo baseado em uma única delação premiada e tem sua liberdade cerceada por crime de opinião. Não aceitaremos mais esse Estado de exceção. Conclamamos todos os Senadores da República a honrarem seus mandatos. Basta de arbítrio. Fora, Alexandre de Moraes. Impeachment já”, disse Marinho, que concluiu.
“Vingança não é justiça. Abuso de poder. Impeachment Moraes. Brasil refém”.
Segundo a decisão de Moraes, o ex-presidente usou as redes sociais – e de seus aliados – para publicizar mensagens com o intuito de atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) e apoiar atos de “intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro”. Na visão de Alexandre de Moraes, ao apoiar as manifestações do último domingo, Bolsonaro teria descumprido medidas cautelares determinadas pelo magistrado.
“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes.
Para Alexandre de Moraes, Bolsonaro burlou medida cautelar ao atender ligações tanto de Flávio Bolsoanro quanto do deputado federal Nikolas Ferreira, realizadas durante as manifestações ocorridas no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.
FONTE: O Antagonista
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