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Brasil

22/08/2025 às 22h12

Redação

Campo Grande / MS

Defesa de Malafaia se diz “cerceada”
Em nota, advogados classificam a investigação como "arbitrária" e alegam violação ao direito de ampla defesa
Defesa de Malafaia se diz “cerceada”
Foto Arquivo

A defesa do pastor Silas Malafaia divulgou uma nota oficial nesta sexta, 22, afirmando que está sendo cerceada e que não teve acesso à íntegra dos autos da Polícia Federal (PF).


Malafaia foi incluído no inquérito da PF que apura a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.


A PF apreendeu o passaporte e celulares do pastor na quarta, 20, quando ele desembarcava de uma viagem a Portugal. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.


No comunicado, os advogados classificam as ações contra o pastor como “desproporcional, injustificada e abusiva” e que Malafaia foi alvo de uma ação arbitrária.


A defesa alega que as mensagens de trocadas entre Malafaia e Bolsonaro no WhatsApp, tornadas públicas no relatório da PF, foram retiradas de contexto e “não revelam qualquer conduta irregular”:


“Transformar opiniões legítimas em suspeitas de crime, isto sim, é ATEN- TADO CONTRA A DEMOCRACIA E LIBERDADE RELIGIOSA. Opinião não é crime, e cobrar governantes faz parte da vida democrática”, afirma.


Leia a íntegra do comunicado oficial:


Nota de Malafaia


“A DEFESA do pastor Silas Malafaia repudia a operação deflagrada pela Polícia Federal, medida desproporcional, injustificada e abusiva, que atingiu de forma arbitrária um líder religioso de reconhecida trajetória pública e expressão internacional.


Até o presente momento, o mais grave que temos a dizer é que a defesa encontra-se CERCEADA, pois não teve acesso à integralidade dos autos do inquérito, o que viola frontalmente o contraditório e a ampla defesa.


As mensagens privadas citadas na investigação foram retiradas de seu contexto e não revelam qualquer conduta irregular ou interesse pessoal.


Ao cobrar que o ex Presidente da República se posicionasse diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o pastor apenas exerceu seu di- reito constitucional à liberdade de expressão, manifestando uma preocu- pação legítima com a economia nacional e a soberania do Brasil.


Transformar opiniões legítimas…

FONTE: Crusoé

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