28/08/2025 às 20h18
Redação
Campo Grande / MS
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) disse nesta quinta-feira, 28, que a oposição vai defender a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Lula (PT) e vice-presidente do Sindnapi, na CPMI do INSS. Segundo o parlamentar, a ala oposicionista tem maioria de votos na comissão para convocá-lo.
Van Hattem pontuou ainda que há “fortes evidências” de que Frei Chico teve participação ou foi beneficiário do esquema nacional descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. As declarações foram feitas em entrevista a jornalistas.
“O critério para esse primeiro momento da [CPMI] foi: [chamar] ministro de Estado de Previdência, presidente de diretorias, Defensoria Pública da União, Polícia Federal e, após passada essa fase, os requerimentos apresentados serão deliberados”, falou o congressista do Novo.
“E há centenas de requerimentos, dentre os quais o de convocação do irmão do Lula, Frei Chico, e, sem dúvida nenhuma, a oposição vai defender que ele seja convocado e, pelo resultado do painel que temos observado inclusive hoje, a oposição tem maioria para fazer essas convocações“.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), por sua vez, sugeriu que não há sentido em convocar Frei Chico na CPMI.
“Ele não é presidente de associação e não está envolvido em nenhum inquérito da Polícia Federal. Ele é da diretoria de uma associação. Se, por regra, ia chamá-lo como diretor de uma associação, então por que não chamam todos os diretores de todas as outras dez associações?”, disse, em entrevista a jornalistas.
Ainda de acordo com o senador, “todos os presidentes das associações devidas vão ser chamados” e há uma “forçação de barra” por parte da oposição para tentar fazer o escândalo chegar a membros do governo ou a Lula.
“Eu espero do relator [Alfredo] Gaspar que ele… tem dez entidades citadas, então tem que citar todas as entidades, tem que falar do envolvimento de todas, tem que falar inclusive de festas que foram promovidas por presidentes de algumas entidades e quem estava envolvido nessas festas. Tem que falar e investigar, por exemplo, sobre políticos que receberam contribuição em campanha eleitoral, de membros dessas entidades que estão envolvidas nos esquemas”, pontuou Randolfe.
A CPMI fez nesta quinta a oitiva da defensora pública Patrícia Bettin, coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU) e realiza nesta noite uma oitiva secreta do delegado da PF Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi.
FONTE: Guilherme Resck
Há 3 horas
Programação da Expoverde 50 anos tem rodeio e showsHá 5 horas
Prefeitura de Sonora notifica concessionária por falhas em obras da rede de esgotoHá 5 horas
Retomada de Corumbá completa 159 anosHá 5 horas
Flávio: ‘É um direito do PT defender bandido, CV e o PCC’Há 5 horas
Transporte sanitário une Estado e municípios em busca de soluções