09/09/2025 às 08h32
Redação
Campo Grande / MS
Um relatório divulgado pelo Instituto Sivis, intitulado Liberdade de Expressão Acadêmica, revelou que estudantes e professores em universidades brasileiras demonstram receio de expressar opiniões sobre temas sensíveis.
Segundo o estudo, 50% dos alunos relatam algum nível de autocensura, especialmente em relação a debates políticos e outros assuntos controversos.
A pesquisa foi realizada presencialmente em 23 cidades brasileiras, abrangendo tanto capitais quanto municípios do interior, em todas as regiões do país. A coleta ocorreu ao longo de dez dias no mês de maio de 2025 e resultou em 1.092 entrevistas com estudantes.
A amostra foi probabilística e estratificada por região, tipo de instituição (pública ou privada) e área do conhecimento (ciências humanas, exatas e saúde), com base em um universo estimado de 5.063.936 alunos.
Como a maior parte da população estudantil se concentra no Sudeste, optou-se por uma amostra não proporcional, com ênfase em estudantes das regiões Norte e Centro-Oeste.
Além dos estudantes, a pesquisa também ouviu 10 professores de diferentes regiões (Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul), com predominância de docentes de universidades públicas.
O levantamento buscou diversidade ideológica entre os participantes. As identidades dos entrevistados e as instituições de origem foram preservadas.
Entre os principais dados, o relatório aponta que:
A autocensura também se estende às redes sociais. Quase metade (48,9%) dos estudantes afirma sentir algum grau de hesitação ao publicar opiniões políticas impopulares associadas ao próprio nome. Dentro desse grupo, 21,7% dizem se sentir muito relutantes.
A análise por orientação ideológica revelou que o receio é generalizado, mas se manifesta de forma mais intensa entre estudantes que se identificam com o centro político, grupo que representa aproximadamente 16% da amostra.
Diante dos resultados, o Instituto Sivis defende a necessidade de fortalecer a liberdade de expressão acadêmica por meio de ações como educação para a democracia, promoção da confiança no ambiente universitário e envolvimento da sociedade para garantir a pluralidade de ideias nas instituições de ensino superior.
FONTE: Lucas Soares
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