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09/09/2025 às 08h48

Redação

Campo Grande / MS

Oposição mapeia votos para anistia geral em meio ao julgamento de Bolsonaro no STF
Proposta ganhou amplo apoio de partidos de centro na Câmara
Oposição mapeia votos para anistia geral em meio ao julgamento de Bolsonaro no STF
Foto Arquivo

A ala oposicionista vai continuar direcionando o foco, nesta semana, ao projeto de lei da anistia geral. O movimento de continuidade acontece em paralelo ao julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.


A expectativa é de que até a sexta-feira (12) haja uma definição pela condenação ou absolvição do ex-presidente e de mais sete réus.


Nesta semana, há expectativa de que o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), se encontre com líderes partidários do PP, Republicanos, União Brasil, PSD e MDB para fazer um “mapeamento” dos votos que a proposta terá na Câmara. Ele diz que ao menos 264 deputados apoiam o projeto.


“Na verdade, eu quero mostrar que a gente tem capacidade de superar esse número e para isso eu estou fazendo contato com os líderes para ir mapeando partido a partido, para deixar um mapa bem próximo ao presidente Hugo Motta para ele entender”, disse Sóstenes.


Segundo o líder do PL, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), garantiu que a proposta será votada ainda este ano e lhe pediu um mapeamento a fim de saber o apoio real da proposta na Casa.


Há ainda expectativa de que Motta designe um relator ao texto nos próximos dias. O nome deve ser ligado a partidos de centro.


Na Câmara, tramita um projeto de anistia aos presos pelos atos extremistas do 8 de Janeiro. Contudo, apesar de o texto não ter um relatório final, a ideia é aprovar uma anistia geral, que inclua Bolsonaro e investigados no inquérito das fake news, além do perdão à condenação eleitoral do ex-presidente.


Na semana passada, a anistia ganhou fôlego na Câmara dos Deputados com a articulação direta e presencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).


Apesar de ainda não ter um cronograma, a ideia é que o texto seja apreciado apenas depois do julgamento de Bolsonaro no STF.

FONTE: Rute Moraes

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